Lula defende governança global para inteligência artificial

Durante sua participação no Fórum Empresarial dos Brics neste último sábado (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação de uma governança multilateral para o uso e desenvolvimento da inteligência artificial. Para o chefe do Executivo, a ausência de diretrizes coletivas sobre o tema pode levar a riscos significativos para a […]

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Durante sua participação no Fórum Empresarial dos Brics neste último sábado (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação de uma governança multilateral para o uso e desenvolvimento da inteligência artificial. Para o chefe do Executivo, a ausência de diretrizes coletivas sobre o tema pode levar a riscos significativos para a sociedade.

“A inteligência artificial traz possibilidades que, há poucos anos, sequer imaginávamos. Na ausência de diretrizes claras coletivamente acordadas, modelos gerados apenas com base na experiência de grandes empresas de tecnologia vão se impor. Os riscos e efeitos colaterais da inteligência artificial demandam uma governança multilateral”, afirmou Lula.

No discurso, o presidente também reforçou que a paz mundial é uma responsabilidade direta dos líderes globais.

“O vínculo entre paz e desenvolvimento é evidente. O fim das guerras e dos conflitos que se acumulam é uma das responsabilidades de chefes de Estado e de governo”, declarou.
“É patente que o vácuo de liderança agrava as múltiplas crises enfrentadas por nossas sociedades.”

Lula ainda destacou a importância do bloco dos Brics no cenário internacional. Segundo ele, promover a aproximação entre os setores produtivos é um dos pilares da atuação conjunta entre os países-membros.

“Nossos países podem liderar um novo modelo de desenvolvimento pautado em agricultura sustentável, indústria verde, infraestrutura resiliente e bioeconomia”, afirmou.

A Cúpula do Brics será realizada entre os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro. O Brasil está à frente da presidência do bloco desde janeiro de 2025, com mandato de um ano. A reunião terá como foco a defesa do multilateralismo frente às políticas protecionistas dos Estados Unidos, além de debater mecanismos que facilitem o comércio entre os países integrantes.

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