O que vemos é parte fundamental daquilo que sabemos
Confiamos naquilo que vemos, somos seres visuais. O universo imagético nos orienta em nossas ações e reações, desperta emoções e sentimentos, valida e promove comportamentos. Sempre iremos buscar uma referência no universo visual. Não dá para ser inexperiente a ponto de achar que roupa não causa impacto. Especialmente, porque a imagem é o principal capital […]
Confiamos naquilo que vemos, somos seres visuais. O universo imagético nos orienta em nossas ações e reações, desperta emoções e sentimentos, valida e promove comportamentos. Sempre iremos buscar uma referência no universo visual.
Não dá para ser inexperiente a ponto de achar que roupa não causa impacto. Especialmente, porque a imagem é o principal capital de uma carreira política.
Cada um tem sua própria história de vida, valores, referências pessoais e culturais, uma personalidade única, portanto, trazer estas informações ao código visual adiciona identidade e ajuda a construir uma narrativa sólida, que provoca conexão.
A moda transfere visualmente a cultura, costumes, ideologia, posicionamentos e causas, ela materializa o que as palavras dizem. Ela também pode tornar reconhecível e diferenciar o político, destacando-o.
Roupas são simbólicas, mais do que meros pedaços de tecido. O modo de vestir impacta diretamente na formação de opiniões. Um político precisa ser capaz de abrir caminho ao diálogo, de provocar uma impressão positiva.
A roupa nos traduz completamente?
Não, claro que não. Contudo, pode contar uma parte da nossa história naquele momento. Em uma campanha, mais do que um rosto e um número, é preciso contar uma história capaz de atrair e manter o interesse.
O vestir posiciona.
O político capaz de comunicar-se com clareza através de sua imagem pessoal amplia seu poder e projeção.
A imagem não se resume à aparência. Porém, para que a imagem seja consolidada é fundamental que a aparência reafirme o que diz o discurso, gestos e comportamento. Não dá para achar que aparência não importa, seria muita ingenuidade.
É essencial ter conteúdo e indispensável comunicá-lo através de uma imagem pessoal que lhe ofereça credibilidade e respeito. Porque mais do que ser, um político precisa mostrar que é.
Aline Savi é advogada, consultora de imagem, especialista em imagem pública, personal stylist, consultora de etiqueta e pós-graduada em marketing político e comunicação eleitoral. Nesta coluna semanal fala sobre imagem e comunicação política.