Após quase dois meses de depoimentos e interrogatórios, o julgamento do rapper e executivo Sean “Diddy” Combs está na reta final desde quinta-feira (26). Nesta sexta (27), foi a vez da defesa do músico apresentar seus últimos argumentos. O júri deve começar a deliberar o caso na próxima semana.
Preso desde setembro de 2024, Diddy é acusado de associação ilícita, tráfico sexual e de liderar uma rede ilegal de prostituição. O músico se diz inocente.
Na quinta (26), a promotora Christy Slavik apresentou detalhes das acusações contra Diddy.
“Nas últimas semanas, vocês aprenderam muito sobre Sean Combs”, afirmou ela. “Ele é o líder de uma organização criminosa. Ele não aceita ‘não’ como resposta. E agora vocês sabem sobre muitos crimes que ele cometeu com membros de sua organização.”
Slavik argumentou que as acusações de tráfico sexual e associação ilícita foram apoiadas por provas de que Combs teria sequestrado um de seus funcionários, incendiado um carro, realizado trabalhos forçados, subornado um agente de segurança e cometido os “crimes brutais no cerne deste caso”.
Ela também afirmou que Combs “repetidamente forçou, ameaçou e manipulou” duas ex-namoradas — Casandra “Cassie” Ventura e outra que depôs sob o pseudônimo de “Jane” — a “fazer sexo com acompanhantes para seu próprio entretenimento”.
A promotora também citou as chamadas “freak-offs”, festas promovidas por Diddy que supostamente promoviam maratonas sexuais movidas a violência sexual e drogas.
“O réu usou poder, violência e medo para conseguir o que queria”, disse a promotora. “Ele achava que sua fama, riqueza e poder o colocavam acima da lei.”
Enquanto Slavik falava, os jurados viram fotos de figuras importantes na órbita de Combs, além de trechos de depoimentos e slides sobre as supostas evidências.
Como declaração de encerramento, a procuradora disse aos jurados que era hora de responsabilizar Combs e de ele enfrentar a Justiça.
Diddy, que se diz inocente das acusações, não quis prestar depoimento. Sua defesa, comandada por Marc Agnifilo, apresentou os últimos argumentos nesta sexta.
O advogado retratou o magnata do hip-hop como vítima de um processo excessivamente zeloso que distorceu seu uso recreativo de drogas e seu estilo de vida swinger em uma acusação de conspiração criminosa que pode levá-lo à prisão perpétua.