Suspeito de aplicar golpes de R$ 3 milhões em SC é preso no Espírito Santo

Um homem de 54 anos, identificado como Alaim Domingos da Silva, foi preso nesta sexta-feira (17) em Marataízes, no litoral sul do Espírito Santo. Ele era procurado por estelionato e é suspeito de aplicar golpes imobiliários milionários na cidade de Penha, em Santa Catarina, onde teria causado um prejuízo estimado em R$ 3 milhões a […]

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Um homem de 54 anos, identificado como Alaim Domingos da Silva, foi preso nesta sexta-feira (17) em Marataízes, no litoral sul do Espírito Santo. Ele era procurado por estelionato e é suspeito de aplicar golpes imobiliários milionários na cidade de Penha, em Santa Catarina, onde teria causado um prejuízo estimado em R$ 3 milhões a cerca de 60 vítimas.

A prisão foi resultado de uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar capixaba, após denúncias anônimas recebidas em fevereiro. Segundo o delegado Thiago Viana, Alaim se escondia no balneário sob o nome falso de João e chegou a iniciar um relacionamento com uma professora local. Ele também costumava ir à capital Vitória para trocar dólares por reais.

O suspeito foi detido em frente à casa onde estava escondido. Com ele, os agentes encontraram R$ 15 mil em dinheiro, dois celulares e três cartões de crédito.

Esquema de venda duplicada de imóveis

As investigações da Polícia Civil de Penha revelaram que Alaim vendia os mesmos terrenos e imóveis de um loteamento para várias pessoas, recebendo antecipadamente parte do valor e, em seguida, rompendo contato com as vítimas. O golpe se repetiu com dezenas de compradores, todos atraídos por promessas falsas de regularidade dos imóveis.

Em novembro de 2024, o CRECI-SC (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) informou que a Justiça determinou a suspensão do registro de corretor de Alaim, após denúncias formais e a abertura de investigações.

Após ser capturado, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Marataízes, onde permanece à disposição da Justiça de Santa Catarina.

A defesa do suspeito ainda não se manifestou oficialmente. O espaço segue aberto.


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