Há 2 meses aconteceu a NRF Retail’s Big Show 2025, em Nova York, nos Estados Unidos. A 115ª edição do evento foi organizada pela National Retail Federation (NRF). Durante os meses subsequentes acontecem vários encontros pelo Brasil com a curadoria dos principais assuntos e tendências deste grande evento. Confira os principais aprendizados que irão moldar o mercado nos próximos anos.
A transformação digital e o avanço da inteligência artificial estão remodelando o varejo em ritmo acelerado. As tendências emergem rapidamente e, quando não acompanhadas, tornam-se pendências estratégicas. Neste contexto, a NRF 2025 trouxe insights cruciais para compreender o futuro do setor.
O cliente de hoje não está mais restrito a um único canal de compra. Ele transita entre o físico e o digital, influenciado por múltiplos fatores. Entre os principais dados apresentados:
A inteligência artificial e o uso de dados tornam-se indispensáveis para antecipar essas demandas e personalizar a experiência do cliente.
O comércio social não é mais uma tendência, mas uma realidade consolidada. O TikTok, por exemplo, vem transformando o varejo global:
A grande lição aqui é a necessidade de estabelecer um relacionamento antes da transação. Enquanto a maioria dos varejistas foca primeiro na venda e depois no relacionamento e fidelização, o TikTok inverte essa lógica e cria um vínculo antes de gerar conversão.
A era da superprodução está chegando ao fim. O varejo on-demand ganha força com modelos como o C2M (Customer to Manufacturer), onde a produção ocorre apenas após a venda. Um grande exemplo é a SHEIN, onde 80% dos produtos não existem até serem comprados, com um ciclo de fabricação de duas semanas, já com meta de reduzir para uma.
Seis gigantes chineses – Temu, Shein, Shopee, TikTokShop, Kwai, AliExpress e Halara – já estão dominando o mercado brasileiro, trazendo uma nova mentalidade para o setor. E isso quer dizer que precisamos nos reinventar rapidamente para manter a competitividade.
Com a democratização da IA, segmentação tradicional dá lugar à hiperpersonalização. Isso significa:
O e-commerce como conhecemos está com os dias contados. Empresas precisarão investir em assistentes de IA próprios para manter competitividade.
O varejo está se tornando entretenimento. A ascensão do live commerce prova essa transformação:
O varejo não pode mais apenas vender produtos. Ele precisa entreter, engajar e criar uma conexão real com o público.
A digitalização não significa o fim das lojas físicas, mas sua ressignificação. Empresas como Apple e Zara são grandes exemplos dessa nova era:
A experiência precisa ser tão natural que a compra se torne quase invisível – sem atritos, apenas conveniência.
A inteligência artificial está redefinindo o jogo e suas aplicações vão muito além dos chatbots:
O básico bem-feito de 2025 não é o retorno ao passado, mas a integração completa da IA ao varejo.
Diante desse cenário, as empresas precisam definir suas prioridades em três níveis e criar sua estratégia de projetos.
A IA trouxe um novo padrão de eficiência e experiência para o varejo. Aqueles que não se adaptarem perderão relevância. O momento de agir é agora!