Olá, pessoal! Fernando Weber aqui, CEO da Weber Cidades Inteligentes. Para quem me acompanha, sabe que nossa missão é transformar regiões, construindo ecossistemas inteligentes e sustentáveis.
Recentemente, um amigo me questionou sobre o motivo de investirmos tanto tempo e energia em projetos que demoram a decolar, especialmente em cidades que, aparentemente, não estão tão “maduras” quanto outras. A verdade é que essa pergunta me acompanha há anos, e a resposta está na nossa crença de que podemos fazer a diferença, independentemente dos desafios.
Já tive vontade de “colocar o empreendimento nas costas” e buscar outros lugares, principalmente quando esbarramos em agentes públicos incompetentes ou mal-intencionados. Mas, como isso não é possível, seguimos lutando, acreditando que estamos fazendo o melhor.
Cada realização que liderei passou por um limbo, que gosto de comparar com a “curva do homem morto” na aviação: aquele momento crítico da decolagem em que falhas são fatais.
Já sofri com críticas, com pessoas vendo apenas um recorte do nosso trabalho e usando palavras como “maluco”, “fracasso” ou “não vai dar certo”.
Mas aprendi a me blindar disso, entendendo que todo empreendimento de grande relevância passa por um processo de incompreensão, insegurança e, quem sabe, até inveja. Por isso, identifiquei três etapas que cada projeto nosso atravessa:
As Três Etapas da Nossa Jornada
1) Inovação: O Brilho da Ideia Original
Nessa fase, somos vistos como inovadores. Apresentamos ideias e estratégias que fogem do convencional, e a reação é um misto de elogios e críticas. Em regiões onde nossa capacidade de empreender já foi testada, a balança pende mais para os elogios, mas as críticas sempre vêm.
É incrível como as pessoas, muitas vezes, não acreditam no potencial da própria região. Escuto muito: “Por que aqui? Aqui não dá! Se fosse em Balneário, se fosse em São Paulo…”. Mas é justamente essa descrença que nos motiva a mostrar o contrário.
2) Distração: A Curva do Homem Morto
Essa é a fase mais perigosa.
Se não superarmos a “curva do homem morto”, o foco se perde, o dinheiro, a energia e o tempo são drenados, e o resultado não aparece.
As pessoas começam a nos taxar de incompetentes, questionam nossa capacidade de liderar e realizar.
Projetos mais longos ou que precisam reprogramar a rota são especialmente vulneráveis. É raro, mas acontece muito… ehehe.
Mas a verdade é que se um projeto para nessa etapa ele vira uma grande distração, pois demandou tempo, energia, recursos tirando o foco de outros projetos em teses mais certos.
O contrário também é verdadeiro, contudo no desenvolvimento que a Weber se propõe, é difícil deixar um projeto de lado.
Ocorre por vezes pivotar encontrar um novo sentido etc… Desistir não da.
Depois de iniciado é “Faça ou não faça, tentativa não há! ”
3) Capacidade de Realização: A Transformação Concreta
Quando a ideia é compreendida pelo time, abraçada pela comunidade, colocada em prática e, após anos de trabalho, sim, nada acontece do dia para noite e respeitar o tempo de cada desenvolvimento foi outro grande aprendizado, é percebida como uma realização. Aí sim transformamos a realidade local. Especialmente com os “equipamentos perpétuos transgeracionais” que criamos: projetos que transcendem gerações e se tornam legados, infraestrutura a serviços dos que virão.
Lições Aprendidas
Com uma visão clara, um time engajado, vontade e coragem acredito que podemos materializar grandes sonhos e realizações.
Os desafios e derrotas são parte do processo, mas só perde quem desiste.
A inovação é fundamental, mas executar é ainda mais importante.
Ruídos, resistência e descrença são inevitáveis, mas são momentâneos podem ser superados com diálogo e fé no propósito que estamos construindo.
Mas nunca limitantes, pois no final os resultados vão vir e tudo volta à normalidade.
“O ingênuo dá crédito a tudo o que se diz, o prudente vigia seus passos”,
“Ame a realidade que constroi e nada deterá teu voo. ”
Bora Fazer História Juntos!
Fernando Weber
CEO – Fernando Weber.