COLUNA | IMAGEM E APARÊNCIA – Ali Savi
Imagem e aparência são termos que podem se confundir quando a intenção é definir o que é a imagem pessoal. Apesar disso, imagem e aparênciatêm significados distintos. Enquanto a imagem deve ser compreendidacomo um conjunto de elementos (ex. estética, comportamento, postura, gestos etc), a aparência é a impressão visual à primeira vista. Não pode, a […]
Imagem e aparência são termos que podem se confundir quando a intenção é definir o que é a imagem pessoal. Apesar disso, imagem e aparênciatêm significados distintos.
Enquanto a imagem deve ser compreendidacomo um conjunto de elementos (ex. estética, comportamento, postura, gestos etc), a aparência é a impressão visual à primeira vista.
Não pode, a aparência, ser desprezada mas ela precisa ter profundidade e substrato.
Aparência não diz tudo, mas pode comunicar e garantir uma primeira interação com o público, quando genuinamente utilizada (é claro), podendo atuar como canal de expressão da personalidade do político.
Escolhas quanto ao código visual e comportamento devem estar em sintonia. Essencial que o objetivo do político e a expressão de sua personalidade encontrem um meio autêntico de comunicação.
Celia Xakriabá – Deputada Federal (PSOL – MG)
Benedita da Silva – Deputada Federal (PT/RJ)
Egídio Ferrari – Prefeito de Blumenau (PL/SC)
Julia Zanatta – Deputada Federal (PL/SC)
A estética personifica a intenção, materializa o discurso, as bandeiras e as causas, uma vez que os transforma em declarações visuais. Por isto, vestuário, manifestações e atitudes devem apoiar-se uns nos outros. E, cabe ao que é visto, despertar emoções e sentimentos.
Aparências podem sim confundir ou levar à uma falsa percepção. No entanto, a aparência, por si só, estando em discordância com outros elementos da imagem pessoal, não irá enganar.
A imagem pessoal vai além da aparência, ela é uma junção de características, qualidades, referências pessoais e culturais, comportamento em sociedade, preferências, etc. Neste sentido, é necessário à comunicação mais sagacidade ao explorar visualmente a personalidade do político.
Achar que imagem pessoal se resume a aparentar algo é muito simplista, mais do que isto, é um erro. E este erro pode levar a construir uma imagem frágil e sem profundidade. Daí para a queda é um passo.
Apresentar-se bem ultrapassa a estética, é construir uma imagem pessoal real, autêntica e com significado.
Aline Savi é advogada, consultora de imagem, especialista em etiqueta e pós-graduada em marketing político e comunicação eleitoral. Nesta coluna semanal fala sobre imagem e comunicação política.