‘Sol de Inverno’ é um filme japonês entediante
Nas últimas semanas, tenho visto diversos filmes que estão concorrendo ao Oscar ou estão fora da premiação. Um dos longas fora do Oscar é ‘Sol de Inverno’, que está sendo muito comentado desde seu lançamento e ganhou força quando chegou ao Brasil. O longa-metragem ‘Sol de Inverno’, considerado uma “joia escondida” do Festival de Cannes, […]
Nas últimas semanas, tenho visto diversos filmes que estão concorrendo ao Oscar ou estão fora da premiação. Um dos longas fora do Oscar é ‘Sol de Inverno’, que está sendo muito comentado desde seu lançamento e ganhou força quando chegou ao Brasil.
O longa-metragem ‘Sol de Inverno’, considerado uma “joia escondida” do Festival de Cannes, se resume em muito visual, pouca história e excelente teor representativo. O problema disso tudo é justamente ter um paisagismo incrível, mas uma trama esdrúxula.
O filme conta a história de um garoto chamado Takuya, de nove anos. Ele é um menino introspectivo que não está tão empolgado em jogar hóquei, mesmo com a chegada do inverno. Seu verdadeiro interesse está em Sakura, estrela em ascensão da patinação artística.
O técnico da jovem, o ex-campeão no esporte Arakawa, vê potencial no garoto e o convida para formar uma dupla com ela para uma próxima competição. À medida que o inverno persiste, os sentimentos aumentam e as duas crianças formam um vínculo profundo e harmonioso. Mas mesmo a primeira neve eventualmente derrete.
Em um primeiro momento, o longa-metragem parece ser leve. Ele é, leve até demais. Porém, a história mais inocente, com pouco a se mostrar além de um visual frio, bonito e arrebatador, destaca que o filme é apenas uma “fonte de calmaria”.
Do diretor Hiroshi Okuyama, o longa-metragem é gélido, com um ritmo mais lento e lacerante. É, talvez, mais voltado para quem prefere apreciar um pouco mais da parte gráfica, que é brilhante, e não tanto de uma história, que mesmo leve, cansa e é desinteressante.
Uma obra sobre percepções e sentimentos, o filme não engrena em quase nenhum momento, embora a dinâmica entre os protagonistas funcione. Porém, mesmo que a parte técnica do paisagismo seja boa, a história se mantém abaixo e sem muita identidade para passar ao público.
Nota: 5
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