O ensinamento de Sócrates que o condenou à morte

O conteúdo desta postagem é uma opinião pessoal e inteiramente de responsabilidade de seu autor, que por ser colunista, não necessariamente reflete a opinião de nosso veículo de imprensa.   Um dos filósofos mais importante que nunca escreveu, mas que seus pensamentos foram eternizados por seu aluno Platão, o culpado por suas palavras repercutirem e […]

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O conteúdo desta postagem é uma opinião pessoal e inteiramente de responsabilidade de seu autor, que por ser colunista, não necessariamente reflete a opinião de nosso veículo de imprensa.

 

Um dos filósofos mais importante que nunca escreveu, mas que seus pensamentos foram eternizados por seu aluno Platão, o culpado por suas palavras repercutirem e ecoarem por todo o ocidente até o século atual. 

Por volta de 400 aC viveu o famoso Sócrates, a frase mais conhecida atribuída a ele; “Só sei que nada sei” – desta falarei em outra coluna. Os filósofos antecessores de Sócrates foram insultados e categorizados como “pré-socráticos.” 

Hoje venho apresentar uma das suas contribuições para nossa sociedade: método socrático. Hoje modificado, aperfeiçoado e usado como ferramenta terapêutica pela psicologia. 

O método de Sócrates consistia em deixar os cidadãos de Atenas um tanto desconfortáveis, mostrava por meio de questionamentos suas contradições e suas falhas, os levando a uma nova reflexão. Obviamente insto incomodava os “grandes sábios” e poderosos da época, que por vezes se sentiam humilhados.

O antigo filosofo andava pelas ruas questionando todos, jovens, velhos e poderosos, isto colaborou mais tarde para uma de suas acusações; corrupção da juventude. 

Para ficar claro retirei um diálogo do livro de bolso “100 minutos para entender Platão” descrevendo o método socrático.

Imagine esse diálogo hipotético;

Pessoa A: – O que significa amar para você?

Pessoa B: – Significa desejar o bem a outra pessoa.

Pessoa A: – O que você entende por desejar o bem?

Pessoa B: – Desejar que ela seja feliz, que conquiste a felicidade.

Pessoa A: – A conquista da felicidade significa o que você considera que pode fazer essa pessoa feliz ou o que ela considera? 

Pessoa B: – O que ela considera, claro.

Pessoa A: – Caso essa pessoa considere que alcançar a felicidade significa possuir a sua casa, seu carro e seus pertences, você faria essa doação a ela?

Pessoa B: – Não, não poderia doar.

Pessoa A: – Então, para você, amar significa desejar a felicidade que você julga ser adequada a alguém, e não o que esse alguém julga adequado para si mesmo?

Pessoa B: – Sim, é isso mesmo. Terei que reformular minha frase.

Este exemplo apesar de simples ilustra como Sócrates podia ser afrontoso, porém, este foi um dos motivos o qual o marcou em nossa história. 

Com o método socrático começa um eixo da filosofia; a investigação pelo desconhecido. Até aquele momento a investigação começava por ideias preconcebidas.

Quis mostrar na prática o que a filosofia faz, a investigação empírica que ela desenvolve, para desmanchar um pouco a ideia de que “filosofar” é mais que pensar, não que não seja, mas mostrar que tem um proposito e um lugar para chegar, uma metodologia e ciência.   

 

Autor: https://linktr.ee/GustavoKabelo


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