Despencar
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Literalmente, catastroficamente… o ser humano vai modificando…
A primeira queda geralmente acontece quando o bebê aprende a rolar na cama… e a mamãe aprende logo que deve redobrar atenção… “São de mola esses pequenos”. Nos primeiros passos as fraldas amortecem as quedas… depois o rolar nas escadas, o tropeçar nos brinquedos… mas as mães, pais, avós, babás estão sempre ali… prestando os primeiros socorros em forma de beijinhos.
…Depois as bicicletas, os joelhos ralados – tinha um remédio chamado Merthiolate que servia, sobretudo, para fazer você ter muuuuito cuidado para não cair novamente, de tanto que ardia.
Passa o tempo e são as quedas do primeiro amor… da primeira trilha, do primeiro “beber muito”… Na vida adulta tem a primeira fratura… e vai indo… mas ninguém está preparado para as quedas quando se é um adulto…
Atualmente o estar no modo “automático” significa ter deixado todo o cuidado em último plano… se pensa em tudo, menos aonde vai colocar o pé… e quando menos se espera, o ângulo de visão do mundo virou de perna cabeça…
Não estamos mais acostumados a ver o mundo de baixo para cima… de estar na posição de pedir ajuda para levantar… e na maioria das vezes não há ninguém por perto para ajudar …
A dor lancinante do corpo faz aflorar a sensibilidade da alma… colocada de lado na fila de espera dos outros “problemas”… Exacerbada a dor… mistura com a consciência da fragilidade…
Mas, e as quedas dos sobreviventes de Woodstock? Já temos mais tempo, vamos mais lentos… mas também estamos mais solitários… cair, apesar de termos mais “Air bags” espalhados pelo corpo é um grande risco… precisamos de mais atenção… e amor, caro Lloyd.
Nos faz falta aquele sopro de cura, que as mães fazem…