Preocupação excessiva com aparência física pode se tornar patológica. Pensamento obsessivo, delirante ou incontroláveis com algum defeito real ou imaginário relacionados a partes físicas dos indivíduos, retratam características de transtornos mentais como o Transtorno Dismórfico Corporal
Com o desenvolvimento de tecnologias e investimentos nas áreas, passa a ser cada vez mais comum no ambiente brasileiros pessoas que aderem a cirurgias plásticas e procedimentos estéticos. Hoje nosso país está no top 1 mundial em número de cirurgias plásticas, com aproximadamente 1.5 milhões de cirurgias ao ano. Atualmente o maior público das cirurgias são as mulheres. Os procedimentos aquecem um mercado que tende a crescer cada vez mais, aumentando cada vez mais seus números.
Está pressão econômica acaba desconsiderando fatores relacionados a saúde, a prevalência de pacientes que aderem às cirurgias com Transtorno Dismórfico Corporal varia de 6% a 24%, podendo chegar a 53% segundo o artigo “Compreendendo a psicopatologia do transtorno dismórfico corporal de pacientes de cirurgia plástica: resumo da literatura”
O transtorno dismórfico corporal (TDC) retrata um indivíduo que mesmo em frente a um espelho, ou mesmo sob uma balança, não consegue discernir ou acreditar que está tudo bem com seu corpo. É importante pontuar a diferença com outros transtornos que necessariamente o TDC está relacionado com a proporção de membros e não necessariamente com o índice de gordura. Homens estão mais propensos a obsessão da constituição corporal, como quantidade da massa muscular, proporção genital e queda de cabelo. Nas mulheres com a proporção voltada a preocupação com seios, pernas, nádegas, quadris e excesso de pelos. Em cada cultura o foco do transtorno se volta para uma parte do corpo, obviamente podendo se relacionar em países diferentes.
O TDC é uma das condições psiquiátricas mais comuns encontradas em paciente que procuram cirurgia plástica, e de maneira geral pacientes com este transtorno tendem a ficar insatisfeitos com o resultado das cirurgias, o que afeta mais ainda a autoestima dos pacientes e tendem a volta a sala de cirurgia aquecendo ainda mais o mercado.
Sujeitos com outros transtornos também podem aderir aos procedimentos, como no transtorno de personalidade narcisista que busca nos procedimentos sua necessidade de grandiosidade e admiração.
Segundo o artigo é necessário bom senso e acompanhamento psicológico dos pacientes que pretendem fazer cirurgias plásticas, caso contrário, esses pacientes estão propensos a procurar novas cirurgias. E é importante conscientizar os médicos de tais transtornos. Os médicos têm a responsabilidade de avaliar cuidadosamente os pacientes em busca de sinais de transtornos mentais, garantindo que a saúde mental seja uma prioridade em qualquer procedimento.
A psicologia busca alertar sobre os transtornos e a filosofia sobre os padrões de beleza e a ética dos procedimentos. Devemos promover a discussão saudável da imagem corporal, garantindo que as cirurgias plásticas sejam realizadas com ética e com plano de apoio para o bem-estar dos pacientes, nos privando de tendências mercadológicas promovidas para aquecer um mercado em ascensão.
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