O político representa mais do que a si mesmo

O conteúdo desta postagem é uma opinião pessoal e inteiramente de responsabilidade de seu autor, que por ser colunista, não necessariamente reflete a opinião de nosso veículo de imprensa.   Fazer política é mais do que concorrer à eleição a cada quatro anos. Quem escolhe a política como atividade deve entender que a comunicação com […]

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O conteúdo desta postagem é uma opinião pessoal e inteiramente de responsabilidade de seu autor, que por ser colunista, não necessariamente reflete a opinião de nosso veículo de imprensa.

 

Fazer política é mais do que concorrer à eleição a cada quatro anos. Quem escolhe a política como atividade deve entender que a comunicação com seu público precisa ser diária e, mais do que isto, clara. 

Aqueles que esperam as eleições para conversar com o eleitor, que só aparecem nas redes a cada ciclo de 2 ou 4 anos, perdem espaço para quem consegue construir uma relação de proximidade com o público. 

É vital se fazer presente. 

Comunicar-se verbalmente e, também, através da própria imagem.  

Todos temos lugar na memória para imagens que se destacam, para presenças pessoais marcantes. Fazer da imagem pessoal uma via de comunicação traz a conversa para mais perto. 

O código visual do político precisa ser melhor explorado, ele precisa ter significado e conexão com o momento, com a defesa de uma causa, com a importância de um posicionamento e, especialmente, com a manutenção da identidade. 

Firmar a identidade aos olhos do público aprofunda o significado das palavras. Traz sentimento, provoca emoções e sensações. E, o que marca, é isto, o fazer sentir.  

Há grande dificuldade em trazer a identidade ao universo visual do político. Não é só a cor certa, o terno, o vestido, o número do partido à mostra, é conseguir trazer pessoalidade à estas expressões. A cor certa na roupa errada irá prejudicar a mensagem. 

Código visual (roupa, acessórios) é contexto. É fundamental que estes elementos potencializem a mensagem, que mostrem afinidade e conexão com seu público. 

Roupa, sozinha, não ganha eleição, mas pode atrapalhar (e muito) o processo. Um código visual equivocado, bagunçado ou desleixado comunica negativamente. 

Um político representa mais do que a si mesmo. A sua comunicação visual deve estar à altura desta representatividade. 

Assimilar a identidade de suas causas, defesas, bandeiras, referências culturais etc, deve estar presente diariamente na imagem pessoal do político. 

Assim, é essencial a percepção de que código visual informa. A comunicação deve explorar este canal poderoso com estratégia e clareza no discurso. O discurso não verbal é marcante, mais ainda do que as palavras. 


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