Afinidade à primeira vista

O primeiro contato visual nos guia à construção de ideias, à formação de opiniões e ao estabelecimento de conexões. Vamos imaginar o seguinte: e se conseguíssemos expressar com clareza e eficiência as informações mais relevantes antes mesmo de dizermos uma só palavra? Sim, isto é perfeitamente possível. Na política, promover esta conexão oferece inúmeros benefícios, […]

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O primeiro contato visual nos guia à construção de ideias, à formação de opiniões e ao estabelecimento de conexões. Vamos imaginar o seguinte: e se conseguíssemos expressar com clareza e eficiência as informações mais relevantes antes mesmo de dizermos uma só palavra? Sim, isto é perfeitamente possível.

Na política, promover esta conexão oferece inúmeros benefícios, especialmente a blindagem quanto à rejeição à primeira vista, situação quase impossível de ser revertida (e o terror dos candidatos). Munir de clareza o próprio universo visual é um movimento inteligente, eliminar o que confunde e trazer à superfície mais personalidade e identificação deve ser o principal objetivo.

Identidade são nossas características exclusivas, aquelas que nos distinguem, que nos tornam únicos. E esta é construída desde muito cedo. Muitas são as influências e referências para que ela se forme e, a visual, está na base, antes mesmo de aprendermos a pronunciar uma única sílaba. Quanto mais identificação, mais segurança e credibilidade serão transmitidas.

Na política, a hesitação cobra seu preço. É fundamental expressar-se com convicção e expor-se com confiança. Trazer à tona características pessoais é imprescindível para diferenciar-se. Quer marcar o imaginário do seu público, dos seus eleitores? Comunique-se com autenticidade e (um grande porém aqui) com estratégia. Não dá para ser aleatório na política, o tempo urge e ele é implacável. Marcar afinidades, desde o primeiro instante, abre portas. Já a rejeição, ela as fecha. “Ah mas eu sou um cara comum, do povo.” O “cara comum” tem o que falar e pontos a reforçar através da imagem, é justamente através dela que esta condição ficará mais clara, mais intencional e bem direcionada. O recado mais eficiente é aquele que damos sem rodeios, aquele direto e objetivo. Nossa imagem funciona assim também, sua eficiência se prova na nossa capacidade de sermos genuínos, porém intencionais.

*Aline Savi é advogada, consultora de imagem, especialista em etiqueta e pós graduanda em marketing político e comunicação eleitoral. Nesta coluna semanal fala sobre imagem e comunicação política.


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