Neste novo começo de semana, trago aqui um texto do jornalista Artur Hugen sobre a atual situação da Rota Caminhos da Neve, atendendo ao pedido dele para reproduzir. Assim como Artur, assumi também a bandeira pelo desenvolvimento econômico e turístico das serras catarinense e gaúcha, na agora BR 438. Num texto crítico e informativo, o amigo jornalista aponta os principais gargalos que impedem os investimentos, e transformem estas regiões promissoras. Um dos motivos é a falta real do interesse e do envolvimento político. Portanto amigos, não é por falta de inspiração nos temas políticos corriqueiros do Estado, que trago de volta o assunto na coluna, justamente no começo de semana, embora, tenha tudo a ver com a política. Leia, e saiba o que acontece com a vida de catarinenses e gaúchos em pontos isolados, como este na Serra Catarinense, e também alinhados com os interesses dos irmãos gaúchos. Tomei a liberdade, apenas, em criar subtítulos, para chamar ainda mais atenção.
Os governantes catarinenses têm condições e a solução em suas mãos. Basta vontade política para resolver a situação. É só publicar o Edital… “Os Caminhos da Neve” é uma rodovia que já tem Licenças ambiental; Licenças para extração de brita e britador no local; orçamento preliminar; altos índices de viabilidade econômica. Mas, as obras não são executadas, não avançam, por conta da burocracia governamental catarinense, que impede a continuidade das obras. Analisemos com serenidade: só falta a autorização para publicação do Edital visando concluir o trecho, de onde termina o asfalto (concluído no governo LHS), até a ponte das Goiabeiras. Esse trecho de terra batida é o maior causador dos problemas de trânsito entre os dois estados.
Ainda bem que num lance de muito esforço e sorte o prefeito de São Joaquim, Giovani Nunes e aliados, conseguiram que o ex-governador Carlos Moisés, com recursos do Estado e de empresas particulares construíssem a famigerada ponte das Goiabeiras, o maior empecilho para a integração dos dois maiores polos turísticos do Sul do Brasil: Florianópolis e Gramado, diminuindo a distância em aproximadamente 130 quilômetros.
Em 2022 os integrantes do Grupo “Caminhos da Neve” realizaram dezenas de cálculos dos itens remanescentes que compõem o orçamento preliminar (R$ 52,9 Milhões). O documento foi enviado ao Gabinete do então governador catarinense; que por sua vez o reenviou para o Secretário de Infraestrutura; O Secretário autorizou, a continuidade da obra, faltando somente a publicação do edital, mas infelizmente até agora nada de publicação e continuidade das obras. Os integrantes do Grupo apelam ao governador Jorginho Mello que, conforme, afirmou, em entrevista, no Senado Federal, porém já eleito governador que vai concluir o trecho até a ponte, pouco mais de 8.5 quilômetros. Entretanto, a realidade dos moradores ao longo da estrada, é o sofrimento se arrastando há vários anos.
Devemos também exigir que o Governo Federal entre no jogo, via BR-438/RS, através do Ministério de Transportes, e ajude a asfaltar trecho, de menos de 40 quilômetros entre a Ponte das Goiabeiras, até a BR-285, pronta até Bom Jesus, afirma um dos integrantes do grupo que prefere não ser identificado. Com a BR-438, “Caminhos da Neve” continuar sendo ignorada com melhorias nos lugares mais críticos e suas obras paradas e intransitáveis, a Serra Catarinense vai sentir o aumento de fluxo de veículos, inclusive, de caminhões pesados com a abertura da BR-285, Serra da Rocinha.
Foi diagnosticado pela extinta Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) – de São Joaquim, que a região apresentou os piores índices de desenvolvimento de Santa Catarina. As pessoas não compreendem por que a integração Serras Catarinense-gaúcha ainda não foi concluída? Segundo o IBGE foi constatado uma de 59% de abandono de casas e terras, pela população moradores ao longo da estrada, entre Bom Jesus e São Joaquim. Foi perdida uma escola estadual, já se perdeu também a linha de ônibus, que ligava as duas cidades. Além disso, já se perderam locais de votação, e assim vai. A população está se sentindo ignorada pelas autoridades.
O valor que Santa Catarina arrecada gira em torno de R$ 291 Milhões por dia. Isso dá para fazer 5,5 vezes por dia a estrada “Caminhos da Neve”. A região precisa de rodovias, para escoar a produção do trabalho suado, no frio congelante; A logística está sendo deixada de lado. Ela é o oxigênio que faz a economia girar. Alguém do *Grupo muito bem lembrou: “pessoal a vida tá passando… A primeira Ata que se tem notícia consta de 12/02/1992 e já se passaram quase 12 mil dias de espera”. É preciso somar e pressionar com determinação e vontade política junto aos empresários de caráter firme, das associações comerciais, prefeitos, vereadores e de lideranças políticas fortes para mudar este quadro de descaso com “Os Caminhos da Neve”. “É preciso lutarmos, sem medo, por esta estrada, independentemente, da oposição desnecessária, pois todos serão beneficiados”, afirma Artur.
Dinheiro nunca foi problema para a continuidade da estrada. Analisem o exemplo, de quando em 2019 chegamos a ter R$ 20 milhões a disposição no Orçamento da União e foi perdido porque não foi executado. Os coordenadores e integrantes do Grupo “Caminhos da Neve” que reúne perto de mil integrantes, apelam para a sensibilidade e ações com devida atenção das autoridades, para esta importante rodovia. Não tem o apoio governamental, tantas e tais vezes prometidas em épocas de campanha eleitoral.
Hoje, os moradores da região, contam apenas com alguns abnegados jornalistas que sempre divulgam as necessidades que se esquecem com o tempo. O apoio da imprensa é fundamental para revelar os entraves e não os políticos querendo aparecer em fotos e tirar proveito da simplicidade e agruras dos moradores dos “Caminhos da Neve”. Todos da região que só a imprensa pode mexer e tirar do marasmo os que hoje estão muito bem acomodados. Afinal, a Imprensa, é um dos pilares mais importantes da democracia brasileira.
Fonte: Assessoria de Imprensa “Caminhos da Neve”. Jornalista Responsável Artur Hugen, Reg.Prof. 11.725MTb-RS – Fotos: Produtor rural, Rui Lorenzeti, Jaziel Aguiar e Mycchel Legnaghi
*Grupo – Trata-se da junção no WhatsApp, de todos os envolvidos pela conclusão da Rota Caminhos da Neve.
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