Era realmente imprescindível o retorno de Jorginho Mello (PL) para o acompanhamento da situação das regiões alagadas, especialmente no Vale do Itajaí, após ter participado de ato ecumênico em Chapecó, na tarde de quinta-feira (12), na Efapi, e prestigiar a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ambos seguem as mesmas correntes partidárias. No entanto, a novidade da programação de Bolsonaro em Santa Catarina, foi visitar Blumenau e sobrevoar ao lado do governador as regiões alagadas. Sinceramente, não sei como isso tudo deve ter repercutido no Palácio do Planalto. Obviamente, a situação de calamidade deve prevalecer e os interesses políticos devem ficar de lado. Numa hora dessas, sem poder nenhum, Bolsonaro em nada ajuda, como ele mesmo disse, em coletiva à imprensa. Há o aspecto de gratidão de parte dele, por ter tido no Estado, ampla votação nas eleições e a solidariedade de um líder. Apenas isso.
Por outro lado, ao conversar com a imprensa, o governador Jorginho, após novo sobrevoo, disse que verificou que o estrago poderia ter sido maior sem a existência das barragens de contenção, que atuam contra as enchentes nas cidades da região, e que elas cumpriram o seu papel. A novidade ficou por conta da promessa de que vai revitalizar todas as barragens. Além disso, fazer um estudo de viabilidade junto com a Celesc para que em situações como essa, a água armazenada seja transformada em energia. No tocante à barragem de José Boiteux, a resposta foi de que ela representou um papel importante para evitar um cenário ainda pior nas cidades às margens do rio Itajaí-Açu.