Santa Catarina tem histórico de grandes calamidades. Em todas, tiveram a solidariedade dos estados vizinhos, dentre outros do país. A calamidade que assola parte do povo gaúcho não poderia ser ignorada pelos irmãos catarinenses. No Estado, partiu de Chapecó a iniciativa da coleta de produtos diversos para auxílio aos atingidos pelas chuvas. Criciúma e Blumenau também se mobilizaram para o recolhimento de produtos de limpeza, roupas de cama e alimentos. Por certo há outras cidades do Estado fazendo o mesmo. De parte do Governo, o envio de bombeiros, helicópteros, cães farejadores, entre outros meios que contribuem para amenizar o sofrimento dos atingidos. Por outro lado, por mais que o governo federal tenha reconhecido sumariamente, na quinta-feira (7/9), o estado de calamidade pública de 79 municípios do Rio Grande do Sul afetados, pelas consequências de chuvas intensas, lamento a desconsideração direta do Presidente da República. Preferiu embarcar para mais uma viagem internacional, acompanhado da esposa Janja, sem economizar nos gastos, de novo, do que ver de perto e se compadecer com o sofrimento de tanta gente. A desconsideração do Presidente, a uma das maiores tragédias da natureza do País, desta vez no Sul, não passou despercebida. Simplesmente lamentável.
Dia desses comentei sobre o problema do baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em municípios da Serra Catarinense. Pois bem. Há coisas que poucos sabem do que acontece. Ao participar recentemente da inauguração da Sala do Empreendedor, do Sebrae, no município de Painel, ouvi e descobri coisas que estarrecem. Com uma população em torno 2,3 mil habitantes, conta atualmente com o total de 153 empresas, dessas, 74 são constituídas por Microempreendedores Individuais (MEIs). Através do Sebrae e de programas implementados pelo Cidade Empreendedora, o objetivo é dar suporte para que o município possa desenvolver ações e melhore as condições econômicas.
O ponto a que quero chegar, e que amplia a preocupação, se revela em outras questões que impedem o desenvolvimento. Por exemplo, o prédio da Prefeitura, está sem condições de funcionamento. Mas, se releva. É o de menos. No município, hoje, não há nenhum investimento ou espaço para abrigar um simples comércio, por exemplo. Digo isso, porque há empresas de confecções que gostariam de expandir a mão de obra com a contratação de costureiras, e não existe um ponto sequer para a instalação das máquinas. A própria Sala do Empreendedor divide os serviços com a biblioteca municipal.
Mas o pior foi saber que a Delegacia de Polícia funciona improvisada há anos, em uma garagem de uma residência. Entre os deputados mais votados em Painel, estão Marcius Machado, Paulinha e Lucas Neves. Márcio fez mais de 800 votos. É o único que tem dado certa atenção ao município. Possui, inclusive, um imóvel num Condomínio. Enfim, não seria demais pedir ao Governo e à Assembleia Legislativa para que tirassem um dia para se reunir com a comunidade, entenderem as dificuldades, e realizarem um mutirão com investimentos na cidade. Não é muito o que se pede. Painel tem poucos votos. Mas precisa e merece mais atenção do Poder Público do Estado. O olhar deve ser dado a todos os catarinenses.
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