Muitos catarinenses desconhecem o trabalho que vem sendo desenvolvido em Chapecó, com o simples objetivo de salvar vidas e famílias, com a atitude corajosa da administração municipal. O prefeito João Rodrigues decidiu, mesmo tendo, inicialmente, a contrariedade de poderosos, adotar uma medida extrema, a partir da denominada Operação Internamento Involuntário. A deflagração já vem de longo tempo, desde o final de março de 2022. Dezenas de pessoas, com total dependência química, são tiradas das ruas e encaminhadas para tratamento, seja voluntário ou não. Segundo o prefeito João Rodrigues, ninguém vai ficar nas ruas morrendo por falta de assistência. “Temos muitas famílias que estão sofrendo e nós vamos fazer de tudo para ajudar essas famílias. A droga e a bebida, matam”, disse.
Segundo o testemunho da secretária de Assistência Social, Elisiane Sanches, os resultados são gratificantes. Ela conta, que no final do ano passado, uma pessoa, após o tratamento, conseguiu emprego na construção civil e, com o salário, já conseguiu dar entrada num carro. A mãe dele está muito feliz com a mudança. “Estou muito agradecida, nossa, ele é outra pessoa, é outra vida. Ele me ajuda, está trabalhando, está indo pra igreja, é uma benção, graças à Deus, disse”. Outro caso é de um homem de 38 anos, que foi internado em abril, à pedido da irmã. Ele tinha histórico de dependência química, chegava a consumir produtos de limpeza e ficar caído dentro de casa. “Graças à Deus ele está muito bem. Está trabalhando e muito. Já se comprou uma moto grande e ajuda em casa, disse a mãe.
Trouxe o assunto, para que toda a sociedade catarinense, especialmente os gestores municipais e demais áreas públicas, possam refletir sobre o que pesa àqueles que vivem em situação de rua, abandonados à própria sorte. Há muitos que atendem oferecendo abrigo temporário, roupas ou alimentos. A questão deveria ser ampliada, a partir do exemplo de Chapecó. A começar pela Assembleia Legislativa, e depois, com ações similares aplicadas pelo Governo, juntamente com as prefeituras, e assim, fazer um trabalho amplo. Seria a transformação de um Estado que já tem bons resultados no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), para algo muito mais efetivo. Para alguns, o que vem sendo feito em Chapecó pode transparecer agressivo. Mas, no final, devolve a vida aos que são atendidos. Para se pensar.
Fotos: Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Chapecó
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