Saiba o que é e para que serve o Cordão de Girassol; ligue sua empatia

Muita gente ainda não sabe o que significa quando alguém usa o Cordão de Girassol. O objeto, cuja utilização ainda não é tão comum, é uma ferramenta internacional para reconhecimento de pessoas com doenças ou transtornos não identificados de maneira imediata como, autismo, Transtorno de Déficit de Atenção (TDH), transtornos ligados à demência, Doença de […]

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Muita gente ainda não sabe o que significa quando alguém usa o Cordão de Girassol. O objeto, cuja utilização ainda não é tão comum, é uma ferramenta internacional para reconhecimento de pessoas com doenças ou transtornos não identificados de maneira imediata como, autismo, Transtorno de Déficit de Atenção (TDH), transtornos ligados à demência, Doença de Crohn, colite ulcerosa, fobias extremas, entre outras. Com o seu uso, o principal objetivo é sinalizar para as equipes dos estabelecimentos que a pessoa com o cordão pode necessitar de suporte especial.

Com um filho de nove anos, autista, Elaine Cardoso é integrante do Grupo Autismo e Inclusão de Criciúma e Região (GAICR) e da Organização Neurodiversa pelos Direitos dos Autistas, a ONDA-Autismo. Ela destaca que o cordão facilita a identificação e garante atendimento prioritário em filas de repartições públicas e estabelecimentos privados.  “O uso evita situações de alto estresse tornando a experiência dessas pessoas mais tranquila, sem contar que nos estabelecimentos deixa os pais mais à vontade sem tantos julgamentos. Na prática, com o uso do colar locais que trabalham com o público, devem priorizar a assistência a esse cliente e aos acompanhantes dele”, completa.

Como surgiu a ideia do cordão de Girassol

O cordão foi criado em Londres, na Inglaterra, em 2016, por funcionários do aeroporto Gatwick, que fizeram do colar girassol um símbolo de apoio para pessoas com deficiências ocultas. Alguns estados brasileiros como Santa Catarina, Espírito Santo, São Paulo, Amapá, Rio de Janeiro, Sergipe e Mato Grosso, além do Distrito Federal, já sancionaram leis que dispõem sobre o uso do Colar Girassol.

Atualmente, as casas legislativas de todo país têm chamado atenção para conscientização do cordão no Brasil. Na cidade de Laguna, por exemplo a Prefeitura publicou na terça-feira, 14, no Diário Oficial dos Municípios (DOM), a Lei 2.350/2023 que regulamenta o uso. A Lei 2.350/2023 é originária do Projeto de Lei 0005/2023, de autoria do vereador Rodrigo Bento.

Conforme Eliane, em Criciúma, algumas Unidades de Saúde e supermercados já colaram cartazes que explicam sobre o uso e qual a utilidade do cordão de girassol. “Aonde vamos, levamos a informação e os cartazes ofertamos gratuitamente”, ressalta.

Não há erro para reconhecê-lo

Não há erro para reconhecê-lo: trata-se de uma faixa estreita de tecido verde com desenhos de girassóis. A aquisição, por ser de uso facultativo, deve ser feito pela própria pessoa que deseja fazer sua utilização. Elaine conta que o quebra-cabeça é o símbolo do autismo e revela que antes de produzir o cordão de girassol houve uma dúvida entre qual dos dois utilizar.

“Ficamos indecisos, por fim optamos pelo girassol para ajudar a divulgar outras deficiências ocultas”, comenta. “Com o colar em mãos, a sugestão é de que seja confeccionado um crachá, com o nome da pessoa e o símbolo, caso haja, da deficiência. Isso irá ajudar na identificação e nos cuidados especiais que ela pode requerer”, orienta.

O autismo não tem cara

A professora de biologia e moradora do bairro São Simão, Ana Paula Rabello Gonçalves, de 32 anos, descobriu que tinha autismo na fase adulta. “Foi em 24 de dezembro de 2021. Meu presente de Natal”, diz ela. Ana Paula conta que mesmo realizando diversos exames, os médicos não descobriam o que ela tinha. “Não dava nada e fisicamente eu também não tinha nada. Até que finalmente veio o diagnóstico de autismo. Faz dois anos que comecei a me encontrar, eu estava depressiva, pois é muito triste não se encaixar e ficar escondendo quem realmente a gente é”, diz a professora que é autista nível de suporte 1.

Hoje, ela consegue ter todos os acompanhamentos e tratamentos psicológicos necessários. Atualmente atua na área de robótica e possui dois papagaios como seu suporte emocional, ministra cursos, segundo ela, para que as pessoas se descubram e busquem seu diagnóstico. “Comecei a divulgar meu autismo para poder levar tantas outras diversidades que temos hoje”, aposta.

Além disso, ela conta que adotou o cordão de girassol numa forma de conscientização, pois muitas pessoas ainda desconhecem seu uso. “O cordão é extremamente importante para pessoas que possuem uma doença invisível, como o autismo, pois não tem cara e numa crise, ninguém vai me olhar e saber por que estou naquele momento”, comenta. E completa. “Aos poucos vamos conscientizando sobre a importância do porquê a pessoa estar com aquele cordão. Já sofri preconceito por estar na fila preferencial e não ser atendida”, lamenta.

Como ter acesso ao Cordão de Girassol

O cordão de girassol pode ser facilmente encontrado pelo valor de R$15,00 (crachá não incluso)

Criciúma

➡️Loja @bom.brilho_

Avenida Luiz Lazarin, 2620- Bairro: Maria Céu

➡️Cepin Academia Infantil @cepinacademiaparacriancas

Rua Vicente de Cairu, 510 Santa Bárbara

Siderópolis

➡️Loja @nycepapelaria – Centro

Forquilhinha

➡️ Star – Proteção Veicular – anexo a Oficina João e Maria- Rodovia Gabriel Arns, 5088 – Saturno (48 99697-2454)

O Grupo Autismo e Inclusão de Criciúma e Região (GAICR) também confecciona o cordão mais informações  pela rede social https://www.instagram.com/p/Chc2aNAOOc0/?igshid=MDJmNzVkMjY=


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