Vereador ofende baianos e é acusado de xenofobia após caso em vinícolas; vídeo

Em manifestação feita na sessão da última terça-feira, 28, na Câmara Municipal de Caxias do Sul (RS), o vereador Sandro Fantinel (Patriota) ofendeu os trabalhadores encontrados há cinco dias em condição análoga à escravidão na vizinha Bento Gonçalves. Fantinel deu a entender que os homens, na sua maioria baianos, são preguiçosos e sujos. O vereador […]

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Em manifestação feita na sessão da última terça-feira, 28, na Câmara Municipal de Caxias do Sul (RS), o vereador Sandro Fantinel (Patriota) ofendeu os trabalhadores encontrados há cinco dias em condição análoga à escravidão na vizinha Bento Gonçalves.

Fantinel deu a entender que os homens, na sua maioria baianos, são preguiçosos e sujos. O vereador também minimiza a exploração dos trabalhadores por parte dos empresários e pergunta se as empresas terão que colocá-los em “hotel cinco estrelas”. Fantinel sugere que se dê preferência a empregados vindos da Argentina, que, segundo ele, seriam “limpos, trabalhadores e corretos”.

O deputado estadual Leonel Radde (PT) registrou um Boletim de Ocorrência contra Fantinel.

Em sua defesa, o vereador afirmou que só falou da Bahia “porque é a Bahia que tá envolvida no processo de Bento Gonçalves, se fosse Santa Catarina, eu teria falado Santa Catarina”. Ele acrescentou que se arrepende de ter dito que “a única cultura que os baianos têm é viver na praia tocando tambor”.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se manifestou no Twitter contra o  discurso do vereador. “Não representa o povo do Rio Grande do Sul. Não admitiremos esse ódio, intolerância e desrespeito na política e na sociedade. Os gaúchos estão de braços abertos para todos, sempre”, disse.

Vídeo:

Entenda o caso

Os trabalhadores foram contratados pela Fênix Serviços Administrativos e Apoio à Gestão de Saúde Ltda, que oferecia a mão de obra para as vinícolas Aurora, Cooperativa Garibaldi, Salton e produtores rurais da região. Eles afirmam que eram extorquidos, ameaçados, agredidos e torturados com choques elétricos e spray de pimenta.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), dos 207 empregados resgatados do alojamento em Bento Gonçalves, 194 voltaram para a Bahia, quatro ficaram no RS e nove eram gaúchos de Rio Grande, Montenegro, Marau e Carazinho, que voltaram para suas cidades.