Detalhes do assassinato de dez familiares são revelados pela Polícia

Os assassinatos bárbaros de dez pessoas da mesma família no Distrito Federal chocaram o Brasil e movimentaram a Polícia Civil em busca da motivação e autoria dos crimes. Tudo iniciou com o desaparecimento da cabelereira Elizamar da Silva e dos tres filhos em 12 de janeiro. Em cada nova descoberta detalhes do crime bárbaro eram […]

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Os assassinatos bárbaros de dez pessoas da mesma família no Distrito Federal chocaram o Brasil e movimentaram a Polícia Civil em busca da motivação e autoria dos crimes. Tudo iniciou com o desaparecimento da cabelereira Elizamar da Silva e dos tres filhos em 12 de janeiro. Em cada nova descoberta detalhes do crime bárbaro eram revelados pelas investigações policiais.

Até o momento, cinco homens foram presos e um adolescente apreendido suspeitos de terem cometido o crime. A motivação seria um chácara avaliada em R$2 milhões, que na teoria dos bandidos poderia ficar com um dos moradores do local e suspeito do crime. Algo que não aconteceria, tendo em vista uma disputa judicial pelo local.

O delegado responsável pelo caso, Ricardo Viana, detalhou como tudo aconteceu. No total foram mortas 10 pessoas da mesma família. Todos estavam desaparecidos e os corpos foram encontrados em locais diferentes. Elizamar e os filhos foram achados carbonizados em um carro. As vítimas:

Elizamar da Silva, 39 anos;
Thiago Belchior, 30 anos, marido de Elizamar;
Rafael da Silva, 6 anos, filho de Elizamar e Thiago;
Rafaela da Silva, 6 anos, filha de Elizamar e Thiago;
Gabriel da Silva, 7 anos, filho de Elizamar e Thiago;
Marcos Antônio de Oliveira, 54 anos, pai de Thiago e sogro de Elizamar;
Renata Belchior, 52 anos, mãe de Thiago e sogra de Elizamar;
Gabriela Belchior, 25 anos, irmã de Thiago e cunhada de Elizamar;
Cláudia Regina de Oliveira, 54 anos, ex-mulher de Marcos;
Ana Beatriz de Oliveira, 19 anos, filha de Cláudia e Marcos.

 

A chácara de R$ 2 milhões

 

O motivo para os assassinatos seria uma chácara avaliada em R$ 2 milhões em que moravam o sogro e a cunhada da cabelereira Elizamar. Dois suspeitos, também, moravam no local a convite do sogro de Elizamar. Ele teria conhecido os dois na prisão durante o cumprimento de uma pena.

Os suspeitos acreditavam que poderiam tomar posse do imóvel após cometerem o crime e matarem todos os herdeiros. Além disso, a Polícia Civil acredita que os bandidos buscavam R$ 200 mil que Cláudia possuía pela venda de uma casa. A chácara é alvo de uma ação judicial envolvendo a proprietária e Marcos.

 

O crime

Os primeiros a serem alvos dos bandidos foram Marcos Antônio, Renata e Gabriela que viviam na chácara. Os criminosos simularam um assalto para render os três. Um dos suspeitos que vivia no local se fingiu de vítima. Marcos teria reagido e foi morto com um tiro na nuca. Ele foi enrolado em um tapete. Gabriela e Renata foram levadas para um cativeiro em Planaltina. No local, o corpo de Marcos foi esquartejado.

No dia 4 de janeiro, em posse do celular de Marcos, os bandidos atraíram Cláudia e Ana Beatriz. Uma nova simulação de assalto ocorreu e elas também foram levadas ao cativeiro. No dia 12 de janeiro, Thiago começou a questionar os dois suspeitos que viviam na chácara sobre o sumiço do pai e virou alvo dos bandidos. Com uma mensagem do celular de Marcos, eles atraíram Thiago, Elizamar e os filhos até a chácara. Mais uma vez um assalto foi simulado. Thiago foi rendido e levado ao cativeiro.

Porém Elizamar e as crianças foram levadas para Cristalina (GO) onde foram mortas no carro da cabelereira. Os crimionosos colocaram fogo no carro com os corpos dentro. As vítimas foram ameaçadas em busca de informações bancárias a todo o momento no cativeiro. No dia 14 de janeiro, os bandidos pegaram Renata e Gabriela, as levaram até Unaí (MG) e as mataram dentro do carro de Marcos. Eles, também, colocaram fogo no veículo com os corpos dentros.

Já, em 15 de janeiro, os bandidos executaram as três vítimas restantes com uma faca. Os corpos foram jogados em uma cisterna na área rural de Planaltina. A Polícia Civil, agora, deverá concluir o inquérito e encaminhar ao Ministério Público para denúncia.

*Com informações de G1.


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