Coletiva à imprensa: “números da economia de SC longe do que se esperava”
O governador Jorginho Mello e o secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, entraram em cena na tarde desta terça-feira (24), para expor à imprensa, como eles mesmo afirmaram, a fotografia do Estado nos últimos 10 anos, e para dar números aos tempos de hoje. Não sou jornalista de economia, porém, foi uma apresentação didática, […]
O governador Jorginho Mello e o secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, entraram em cena na tarde desta terça-feira (24), para expor à imprensa, como eles mesmo afirmaram, a fotografia do Estado nos últimos 10 anos, e para dar números aos tempos de hoje. Não sou jornalista de economia, porém, foi uma apresentação didática, técnica, e de fácil compreensão, feita especificamente pelo Secretário da Fazenda. A partir dos dados, foi possível entender a razão de o governador ter citado o comportamento atípico durante e após a pandemia da Covid-19, possibilitando assim avaliar os acertos e os desacertos de gestões anteriores, a fim de estabelecer a tendência para os próximos anos, especialmente 2023, no que tange à receita, despesa e à programação financeira. As informações mostraram as variações de 2013 a 2019, e de 2020 a 2022.
Crescimento nos últimos dois anosAs diferenciações para estes períodos, levando em conta todos os itens de arrecadação apontam um crescimento de 9%. Em 2013, o volume atingiu R$ 18, 25 bilhões. Já em 2022, R$ 43,32 bilhões, descontando a inflação de cada período. A curiosidade está no crescimento acima da média nos últimos dois anos. Em 2021, R$ 36,27 bilhões, e, em 2022, R$ 43,32 bilhões. Somando receita e despesa, teoricamente o governo terá apenas 3,23% do montante da receita bruta em 2023, de R$ 57,6 bi, para investimentos.
Gastos dos poderesIsso explica a instituição do Plano 1000, de parte de Carlos Moisés, e a ampliação das transferências especiais já a partir de 2021, facilitando convênios com os municípios e subvenções para entidades. Entre agosto de 2021 e setembro de 2022 foram 5.200 repasses incertos, que somam perto de R$ 1,7 bilhões em valores financeiros. Houve ainda 73 convênios assinados, representando 80% da população, o que soma mais R$ 5,7 bilhões em compromissos assumidos. O valor permitido pelo Plano 1000 atingia R$ 7,3 bilhões. Hoje, existem R$ 2,92 bilhões em valores aprovados. Pagos, cerca de R$ 850 milhões, e, restando a pagar, um valor acima de R$ 2 bilhões.
Situação complexa para 2023Os passos a serem dados acrescentam a criação de grupos de trabalho para analisar as despesas e as receitas estaduais; otimizar as transferências; revisar contratos, revisar os benefícios fiscais, trabalhar forte na desburocratização do sistema num todo, e buscar receitas extras, além do empenho em torno da atração de investidores da inciativa privada. Enfim. Será um esforço concentrado que vai exigir uma programação financeira bastante justa. “Uma situação bastante diferente daquela que a gente tinha imaginado”, disse o secretário Cleverson, ao finalizar a apresentação.