Então é Natal: conheça a origem, significados e superstições das ceias
Natal sempre foi tempo de solidariedade, e o poder de paz no Natal é tão forte em todo o mundo, que já é tradição na França, os inimigos se reconciliarem no Natal. A ceia de Natal originou-se na Europa, e antigamente tinha um costume solidário bastante interessante: as famílias deixavam as portas das casas abertas […]
Natal sempre foi tempo de solidariedade, e o poder de paz no Natal é tão forte em todo o mundo, que já é tradição na França, os inimigos se reconciliarem no Natal. A ceia de Natal originou-se na Europa, e antigamente tinha um costume solidário bastante interessante: as famílias deixavam as portas das casas abertas para os desabrigados, viajantes e peregrinos jantarem junto com a família no dia 25 de dezembro que é tão significativa para os cristãos. Assim, originou-se o que chamamos de ceia ou banquete de Natal. Essa tradição foi se espalhando pelo mundo e cada região.
Outra representação da força da paz no Natal ocorreu em 1915, quando no auge da 1ª Guerra Mundial, os soldados britânicos e alemães deram uma trégua nos conflitos e transformaram o campo de batalha em uma grande confraternização, com trocas de presentes e até mesmo partidas de futebol entre os soldados. A comemoração perdurou por dois dias.
Representava uma ave mais barata e fácil de engordar, por isso, foi levada pelos espanhóis para a Europa no século XVI e se popularizou com o tempo, fazendo parte dos costumes de outros países, como no Brasil, mas por aqui também costuma ser substituído por outras opções como chester e o tender.
A cultura de servir bacalhau na ceia de natal foi introduzida no Brasil pelos nossos colonizadores. Durante as principais festas católicas portuguesas, inclusive o Natal, o jejum implicava em não comer nenhum tipo de carne, por esse motivo os portugueses começaram a comer bacalhau.
Outra versão conta que a receita teria surgido como a salvação para um convento pobre, onde vivia a irmã Ughetta. Diante da escassez, a freira aproveitou tudo o que tinha para fazer um pão com uvas passas. Ao criar o panetone, ela teria resolvido também o problema do caixa: o “pão doce”, muito apreciado por todos, começou a ser vendido, rendendo boas cifras para o convento.
Mas a versão mais popular diz que aconteceu entre os anos de 1494-1500 durante o reinado do duque de Milão, Ludovico – Il Moro, e seria uma linda história de receita criativa de sucesso, se ela não tivesse começado com um erro de Toni, um ajudante de cozinha, após trabalhar exaustivamente na véspera de Natal. Toni fazia, ao mesmo tempo, uma fornada de pães e uma massa de torta, a pedido de seu chefe, estando muito cansado, derrubou sem querer frutas da torta na massa de pães e tentou consertar a falha acrescentando também frutas cristalizadas, manteiga e ovos na receita. Sua criação fez muito sucesso e lhe rendeu grande prestígio junto a Ludovico Sforza, que decide chamar esse doce de “Pani di Toni” ou “o Pão de Toni” – em bom português – em homenagem ao seu criador.
A chegada do Panetone no Brasil coincide com a data da Segunda Guerra Mundial, quando os imigrantes italianos vieram em peso para o país. Por ser uma receita tradicionalmente natalina e muito querida por boa parte da população, é natural que a mesma começasse a ser repassada entre gerações após a instalação das grandes colônias italianas por aqui.
As frutinhas cristalizadas vêm de uma época quando era difícil conservar os alimentos por muito tempo. Antigamente, um dos modos de fazer com que uma fruta durasse mais, era cobri-la com açúcar.
As cerejas são pequenas bolinhas vermelhas, e é incrível como se assemelham às esferas que penduramos nas árvores de Natal. Além disso, a popularidade das frutinhas cresce neste período porque, coincidentemente, é a melhor época de produção no Chile, grande exportador de cerejas.
Enfim, o Natal é sempre recheado de curiosidades, e que neste Natal possamos estar com as pessoas queridas, vivendo momentos de paz, amor e muita alegria. Espero que tenha gostado, muito obrigada pela leitura até aqui, e semana que vem tem mais! Siga-me nas redes sociais:
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