Opositores de Moisés querem melar os reajustes aos servidores

Visto como uma movimentação que deve render benefícios políticos ao governador Carlos Moisés (sem partido), o pacote de 31 projetos que está sob análise da Assembleia virou o cavalo de batalha de opositores e até de quem se coloca, circunstancialmente, na posição de aliado. Entre em nosso grupo e receba as notícias no seu celular. Clique […]

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Opositores de Moisés querem melar os reajustes aos servidores
Opositores de Moisés querem melar os reajustes aos servidores

Visto como uma movimentação que deve render benefícios políticos ao governador Carlos Moisés (sem partido), o pacote de 31 projetos que está sob análise da Assembleia virou o cavalo de batalha de opositores e até de quem se coloca, circunstancialmente, na posição de aliado.

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O centro da questão é o crescimento da despesa com o pessoal, que aumenta R$ 1,3 bilhão, em 2022, e para R$ 1,4 bilhão, em 2023.

Entidades (Fetrancesc, Fampesc, Aemflo, CDL de São José e CDL de Florianópolis) emitiram notas, em separado, contrárias aos reajustes, algumas chamam o funcionalismo de casta e outros denominam os projetos, enviados no afogadilho de fim de ano, de “Vergonhaço” ou “Pacotaço”, além de alertarem para os riscos danosos aos os cofres públicos na base da pressão.

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) deu o tom político sobre as votações que ocorrem nesta terça (21), o que qualificou de irresponsabilidade do atual governo (assista ao vídeo), mas nada diferente do que cobram as entidades, exemplo a Fetrancesc, presidida pelo empresário Ari Rabaiolli, recentemente filiado ao PL, do senador Jorginho Mello, pré-candidato ao governo e que não tem a menor intenção de deixar que Moisés ganhe pontos com o “pacotaço”.

Garantia da Fazenda

Fora do jogo político eleitoral que há por trás das manifestações, inclusive do deputado Milton Hobus (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o secretário Paulo Eli (fazenda) assegura que os cofres do governo do Estado têm saúde financeira para arcar com os novos valores.

Eli mostra planilhas que apontam para o crescimento geométrico da arrecadação, que também é responsável pelo Plano 1000, outra dor de cabeça da oposição, e que promete distribuir R$ 7,3 bilhões a prefeituras, sem qualquer contrapartida, em cinco anos.

Há muito mais do que os reajustes salariais nas matérias enviadas à Assembleia, que contém uma minirreforma administrativa, com a recriação, entre outras da Secretaria de Comunicação (Secom), que estava subordinada à Casa Civil desde o início da administração de Moisés; a extinção da Secretaria de Segurança Pública que terá todo o trabalho concentrado pelo Conselho Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial, e a transformação do Detran em autarquia.

Definido

Os deputados já debateram os projetos do pacote nas comissões, retiraram apenas a incorporação da Indenização por Uso de Veículo Particular (IUVP) à Defensoria Pública, que faria o salário de um defensor chegar a R$ 29 mil, e devem votar as matérias na sessão desta terça (21) à tarde.

A ordem do dia da sessão desta tarde foi adiantada das 16h para às 15h e, na quarta (22), os trabalhos serão encerrados com a votação da Lei do Orçamento Anual (LOA), sem a qual os parlamentares não podem entrar em recesso e retornarem em 1º de fevereiro do ano que vem.


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