Moradores pedem ajuda para barrar aumento de cemitério; “vai invadir nossas casas”, diz dona Tilinha

O Cemitério Municipal do bairro Brasília, na Rua Manaus, na grande Próspera está sem espaço para novas sepulturas. Há uma área do estacionamento, onde a administração pretende fazer novos túmulos, mas moradores reclamam que com a ampliação o cemitério estará chegando muito próximo de suas residências.

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“Estão trazendo o cemitério cada vez mais pra frente de nossas casas”, diz Santa Otília Silveira Claudino, dona Tilinha, como é conhecida. Moradora há 30 anos no bairro, bem em frente ao cemitério, ela diz que o caso é  questão de saúde pública.  “As mitingas  invadem nossas casas em dias de calor, existe mau cheiro e quando tem movimento no cemitério a rua fica praticamente intransitável. Sabemos que os mortos não tem culpa disso, mas alguém precisa fazer alguma coisa”, reclama ela.

O morador, Alexandre Francisco Fernandes, comentar ter sido informado que inicialmente seria apenas ampliado o estacionamento , mas segundo ele, em conversa com os trabalhadores da obra foi dito que seriam construídas também, novas sepulturas. “O muro do cemitério irá ficar em torno de 50 metros de nossas residências, com a diminuição do estacionamento não terá espaço para os carros que serão colocados na rua em cima das calcadas, como já acontece e gera reclamação da vizinhança. Não nos consultaram sobre isso”, fala indignado.

Projeto está no aguardo para ser aprovado

Os cemitérios municipais de Criciúma são administrados pela empresa Carlos Eduardo Correa & Cia Ltda., e quem fiscaliza o trabalho é a secretaria de Assistência Social e Habitação do município. Em contato com o secretário, Bruno Ferreira, ele nos informou que esteve ontem no local e em conversa com o administrador e gerente da empresa ficou acordado que será feito apenas o meio fio para a construção de uma calçada.

Ainda segundo ele, existe sim, um projeto da empresa que está tramitando junto a Fundação do Meio Ambiente (Famcri) e Divisão de Fiscalização Urbana (DFU) para uma possível. “Mas ainda não existe liberação ambiental. Caso esteja dentro da legislação a obra poderá ser feita. Caso iniciem antes dessa liberação, serão notificados”, disse o secretário.

Um abaixo-assinado está sendo organizado por moradores na tentativa de impedir a obra.

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