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Manifestações por justiça a João Alberto são registradas em várias cidades brasileiras

Vidas negras importam! Foi essa a frase de ordem que se espalhou pelas cidades brasileiras depois da morte brutal de um homem preto dentro de uma das lojas da rede francesa Carrefour. No Dia da Consciência Negra, o Brasil mais uma vez mostra que a cor da pele ainda é um divisor de sonhos, vidas e esperanças. A dor que a família de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, enfrenta, jamais será reparada. Perderam o pai e, nós sociedade, perdemos a humanidade. Espancado por dois brancos – por “xingar” uma funcionária do grupo – filmado por lentes que desprezaram seu sofrimento, mais um corpo, mais um destino ceifado pela brutalidade.

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E várias manifestações foram registradas no começo da noite desta sexta-feira, 20, pedindo justiça pelo assassinato cometido por funcionários do supermercado. João Alberto foi morto na noite desta quinta-feira, 19, em Porto Alegre, depois de uma breve discussão com a caixa do estabelecimento que fica localizado na Zona Norte de Porto Alegre, RS. Ele ainda pediu ajuda para a esposa Milena, 43 anos, que foi impedida de poder de chegar perto de seu marido.

Vídeo de Brasília: 

Por volta das 19h30, um grupo invadiu o supermercado Carrefour onde o João Alberto foi assassinado, no bairro de Passo D’Areia, em Porto Alegre. Em outra cidade gaúcha, em Alegrete, os manifestantes atearam fogo e saquearam a loja do município. Em Pamplona (SP) mais incêndios foram registrados em supermercados da rede francesa. Na Capital Federal, Brasília (DF) pessoas entoaram gritos de ordem e pedidos de justiça pela morte do porto-alegrense.

Vídeo de São Paulo: 

Redes sociais 

Protestos nas redes sociais também foram registrados no decorrer do dia. Vários famosos mostraram fotos de cartões da rede Carrefour destruídos em alusão a uma campanha que circula na Internet para boicotar o consumo de produtos vendidos nos supermercados do país. Além disso, uma petição (clique aqui para acessar o link) foi criada pela Coalizão Negra – que ingressou com representação no Ministério Público do RS para a abertura de investigação contra o Carrefour e responsabilização da empresa pela prática de racismo.

Vídeo Porto Alegre: 

Investigações

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com a Brigada Militar gaúcha. De acordo com o coronel Rodrigo Mohr Picon, comandante geral da BM, o policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva – um dos seguranças que espancou João Alberto até a morte, não tem treinamento policial e será afastado, disse em entrevista a Rádio Gaúcha. “Ele é um PM temporário e nem uniforme pode usar nas ruas ainda”.

A polícia também investiga pessoas que assistiram passivamente ao crime. Em entrevista a Globonews, a chefe da Polícia Civil do RS, Nandine Anflor, conta que a mulher que aparece nas imagens filmando a agressão foi ouvida pela polícia durante a manhã. A delegada diz que “ainda não se sabe” se ela coordenava os seguranças ou funcionários do supermercado, ou se tinha condições de impedir a agressão.

Vídeo Alegrete:

O inquérito deve ser concluído em 10 dias, acredita a chefe da polícia. Os nomes dos seguranças presos foram confirmados pela Polícia Civil. São Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva (citado acima). De acordo com a Polícia Federal, um deles não possuía o registro nacional para atuar na profissão, mas não informou, no entanto, qual dos dois. (matéria continua depois do vídeo) 

Vídeo em supermercado onde João Alfredo foi morto: 

Ambos são funcionários de uma empresa terceirizada, Vector Segurança. A PF ainda confirma que a empresa de segurança responsável pelo supermercado tem cadastro regular e foi fiscalizada em agosto deste ano.

Imagem da nota do Carrefour sobre o caso em suas redes sociais:

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