Letícia Zanini – Quem é quem: colaboradores e organizações diante da pandemia

Em um mundo de muitas teorias, informações virtuais, gurus e donos da razão, estar aberto à escuta quando diálogos acontecem pode ser de fato, um grande potencial para aprender de forma simples e real.

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Quase todos os artigos que escrevo aqui, vem destas trocas com pessoas reais, clientes executivos, líderes, donos e donas das suas histórias, em alguns momentos, muito parecidas. E, em uma destas conversas, eu escutei uma fala que me motivou a escrever esse artigo hoje. Eu conversava com uma gestora de uma grande empesa nacional e no meio do papo ela solta uma frase: “a pandemia mostrou quem são seus colaboradores, mas também mostrou aos seus colaboradores, quem são as empresas”. Faz sentido para você essa frase? Para mim faz total.

As empresas perceberam com nitidez quem eram os recipientes, os resistentes, os desistentes, os que vestiam a camisa e os que além de vestirem, suaram a camisa. Por outro lado, os colaboradores viveram experiências difíceis e algumas, impostas pelas empresas. A tortura do excesso de controle, o home office sem estrutura, a redução do quadro de colaboradores e a absorção das atividades de um time para uma ou duas pessoas, no máximo, realizarem. Penso que é importante frisar isso, porque sempre ouvimos a queixa de um dos lados, mas cada vez mais esse é um cenário em transformação, com a tecnologia, empresas se tornam aquários, veem e são vistas. Empresas escolhem e também são escolhidas, demitem e também são demitidas, frustram-se com pessoas e estas se decepcionam com as organizações.

E foi essa a reflexão que ouvi dessa gestora nesse diálogo que construímos, e penso que foi produtivo, além de provocativo. Não, não existe mais um único decisor, uma única opção, uma única resposta, um candidato perfeito e a empresa ideal. Vivemos o mundo da complexidade, da incerteza e da busca por caminhos e processos ainda não trilhados e na maioria das vezes, nem descoberto.

A experiência da pandemia trouxe essa amplitude na forma de olharmos as relações de trabalho, um grande convite a pensarmos resultados atrelados à saúde e bem estar. A reduzir os rótulos de vilão e mocinho e atribuir corresponsabilidade na relação empregado-empregador. Novos desafios, novas formas de construir relações dentro e fora do ambiente de trabalho, desafios diários, aprendizados constantes.

A reflexão é a seguinte, você contrataria o colaborador que você se tornou durante a pandemia? E para empresas, a pergunta é a seguinte: a forma como você conduziu as pessoas durante a pandemia gerou uma experiência de retenção ou de repulsa? Não existem respostas únicas, existem reflexões para a promoção de consciência e então, mudança de comportamento – de ambos, colaboradores e organizações.

Pense nisso!

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