Letícia Zanini – O que há de certo comigo?

Na atualidade, assim como em nosso processo de educação estamos sempre nos questionando e geralmente com criticidade, questionamos nosso potencial, projetos, resultados, relacionamentos e geralmente estes questionamentos olham para nossas falhas. A questão é que se alterarmos a pergunta, podemos alterar também nossa consciência e a clareza sobre o contexto e também sobre nós.

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Fazer as perguntas certas não é modismo e nem técnicas exclusivas do processo de coaching, a filosofia nos apresentou a técnica, por meio das perguntas socráticas analisadas pela primeira vez pelo filósofo grego Sócrates, para conduzir diálogos eficientes. A maiêutica socrática, que significa “dar à luz ao conhecimento”, consiste na estruturação de perguntas para induzir o interlocutor na descoberta das suas próprias verdades e na redefinição ou não das mesmas.

Por isso, começo o artigo com a seguinte provocação: o que há de certo comigo? Geralmente, passamos uma vida olhando para o que há de errado e essa é exatamente o tipo de pergunta que não lhe ajuda a alterar caminhos, construir novas rotas.

Para pensar sobre isso é importante trazer à tona alguns personagens. Há quase 30 anos o Dr. Don Clifton, psicólogo, lançou uma pergunta desafiadora: “O que aconteceria se estudássemos o que está certo com as pessoas, ao invés de estudarmos o que há de errado com elas?”

A maioria de nós – líderes e algumas culturas em particular – ainda tendemos a pensar nossos “gap’s” como áreas de oportunidade, ao invés de entendê-las como aquilo que são: o caminho para a baixa performance.

Obviamente que os pontos fracos, aquilo que atrapalham sucesso, podem e devem ser gerenciados, porém usando seus talentos para fazê-lo.

Ainda nos concentramos pouco em nossos pontos fortes e esse, é meu convite para você. Pare de perguntar o que há de errado com você e se una as pessoas que decidiram validar seus talentos e potencializar seus resultados. Faça o mesmo com as pessoas ao seu redor, seu esposo, liderado, filho, amigo, mãe ou pai e exercite sua capacidade para enxergar o que as pessoas são naturalmente talentosas e não para julgá-las sobre o que não possuem.

Mudar as perguntas, possibilita a mudança da resposta e consequentemente da ação. Mudar a pergunta, minimiza olhar com julgamento para você e para os demais. Mudar a pergunta pode trazer mais leveza em momentos de incerteza. Mudar a pergunta pode mudar o seu conhecimento sobre você e sobre os outros. Mudar a pergunta, exige coragem para viver as novas respostas.

Quer descobrir o que há de certo com você? Mude a pergunta.

Pense nisso!

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