Justiça mantém prisão preventiva de motorista que arrastou moto por 32 quilômetros na BR-101

O caminhoneiro que arrastou uma moto por 32 quilômetros na BR-101 em Santa Catarina fez da carreta que conduzia “uma boate” na noite anterior ao acidente, com “som alto, luzes coloridas piscantes, além do uso de entorpecentes”, segundo a promotora de Justiça Cristina Balceiro Motta. Esse foi um dos argumentos usados por ela para que a Justiça mantivesse o motorista preso. Nesta sexta-feira, 16, o Ministério Público de Santa Carina (MPSC) informou que a prisão preventiva dele foi mantida pela Justiça.

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“Há suspeita de que se ele fosse solto, pudesse a vir a praticar algo semelhante. A sociedade estaria em risco ele dirigir novamente sob a condição em que ele se encontrava, que era utilizando cocaína e o remédio que o manteve acordado durante a noite toda. Ele ter feito do caminhão dele uma boate, isso significa uma total irresponsabilidade no comando de um veículo em autoestrada”, disse a promotora.

Segundo ela, a manifestação feita pela 8ª Promotoria de Justiça de Itajaí e atendida pela 2ª Vara Criminal da Comarca da cidade foi para garantir a ordem pública. A decisão ocorreu após a defesa do caminhoneiro pedir a revogação da prisão preventiva.

O caminhoneiro de 36 anos é réu pelo homicídio de Sandra Aparecida Pereira, de 47 anos, e por tentativa de homicídio contra o marido dela, Anderson Antôno Pereira, de 49 anos. O casal estava na motocicleta que foi atingida pela carreta em alta velocidade no km 106 da BR-101 em Penha, no Litoral Norte catarinense, no dia 6 de março. Eles voltavam de um passeio em Campo Alegre, no Norte do estado.

Após ser arrastado junto de sua moto, Anderson precisou escalar a cabine do caminhão e se pendurar na porta para pedir ao caminhoneiro que parasse o veículo. O motociclista se jogou da carreta alguns quilômetros à frente. A mulher caiu na rodovia, foi socorrida, mas morreu no hospital.

Boate no caminhão

Para a promotora, responsável pela denúncia apresentava contra o motorista à Justiça, outro argumento usado para que a prisão não fosse revogada foi o fato de o caminhoneiro não prestar socorro e não atender aos pedidos do motociclista para que parasse o veículo. Anderson ficou pendurado na porta do motorista “implorando” pela parada, mas acabou sendo agredido no rosto.

Quanto foi abordado, o motorista exibia visíveis alterações da capacidade psicomotora causado por alguma substância entorpecente, informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Além de “ter passado a noite anterior aos fatos na condução de um grande caminhão, consumindo entorpecentes e fazendo do veículo algo similar a uma boate – eis que ele o dirigia sob luzes coloridas piscando, escutando música alta, cantando e filmando a si próprio-, ele passou a transitar pelas rodovias em velocidade excessiva e de modo perigoso, culminando por, na tarde seguinte a esse episódio, abalroar a motocicleta das vítimas, lançando a primeira delas ao asfalto, posteriormente ocasionando-lhe a morte”, informou ao promotora.

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