Greve dos metalúrgicos não defende benefícios aos trabalhadores

A resistência a implementação das mudanças propostas pela nova Lei de Modernização Trabalhista tem prejudicado as convenções coletivas na região. A paralisação das unidades fabris da Librelato, em Sangão, e da Fundição Mademil, no Distrito do Caravaggio, nesta terça-feira e quarta-feira, buscam duas reivindicações que não se enquadram a nova lei. Uma delas, a assistência sindical na rescisão dos contratos de trabalho (homologações) e a outra, a contribuição confederativa a ser descontada de todos os trabalhadores. Conforme a lei, o desconto deve ser realizado pelas empresas somente dos empregados associados ao sindicato laboral e com expressa autorização.

Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, e de Material Elétrico do Extremo Sul Catarinense (Sindimetal), Guido Búrigo, os trabalhadores não estão sendo contemplados nessas reivindicações propostas pelo sindicato laboral da categoria. “Essas cláusulas beneficiam somente o sindicato laboral. Não são reivindicações que favoreçam o trabalhador, ao contrário será ele que terá o valor descontado em folha. As empresas também não podem realizar este desconto do empregado com o risco de serem punidas lá na frente”, coloca Búrigo.  Ainda conforme ele, a greve está sendo realizada de forma ilegal. “Não houve comunicação de 48 horas do estado de greve, conforme legislação”, reforça.

O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin, ressalta a importância de se trabalhar em prol do crescimento da região. “As greves, paralisações e radicalismos estão na contramão do desenvolvimento. Formamos uma região forte e estamos preparados para crescer ainda mais, mas, para isso, o apoio de todos é imprescindível. Neste momento de fragilidade da economia precisamos fortalecer as empresas. Paralisações geram redução de produção e prejuízos para toda a região”, observa.

Na negociação da convenção coletiva da categoria está previsto reajuste acima da inflação. Além disso, o sindicato empresarial mantém a realização das homologações até 21 de novembro na sede do sindicato.

“Os trabalhadores também não querem que haja o desconto da contribuição confederativa, que só beneficia o sindicato laboral. Nunca estaremos contra os colaboradores, ao contrário buscamos sempre melhorar as condições de trabalho e de segurança, entre outros. As empresas estão oferecendo, mesmo com as dificuldades da economia, reajuste acima da inflação”, pontua o presidente do conselho de administração da Librelato, Aloir Librelato.

A Librelato entrou com interdito proibitório devido as paralisações na unidade fabril.

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