Envelhecimento da população dá espaço a novos modelos de moradia para idosos

Até 2039 os idosos serão maioria no Brasil. A estimativa é que nesta data haverá mais pessoas com 65 anos ou mais que crianças até 14 anos. A informação pertence ao recente estudo “Projeção da População”, realizado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE). Nesta estimativa, as mulheres continuarão vivendo mais que os homens. O indicador feminino, atualmente em 79 anos, chegaria a 84; já o sexo oposto passaria de 72 em 2018, para 77 em 2060.

Atentos às mudanças, novos modelos de residenciais geriátricos vem despontando, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Ficam para trás os antigos conceitos de asilos e casas de repouso, que dão lugar a empreendimentos voltados para a hospedagem de idosos apostando em recursos humanizados e estruturais, capazes de reconhecer os riscos de agravamento da saúde do idoso e que atuem na prevenção e promoção da saúde e bem-estar.

 

Para suprir as necessidades deste público cada vez mais crescente e exigente de cuidados específicos, o Nova Belluno Residencial Geriátrico derruba antigos paradigmas de “idoso abandonado” em um lar. “Desde nossa estrutura, localização em área privilegiada, com amplo espaço campestre e cuidados 24h, os idosos estão em constantes atividades e interação, o que propicia a manutenção da saúde física e mental em ambiente de bem-estar e acolhedor. Isso se distancia muito do conceito de lar, abrigo ou asilo, principalmente na nossa região em que as famílias, por herança cultural, são muito unidas”, afirma um dos sócios, o geriatra Álvaro Barcelos.

Apesar de não estarem no seio familiar, os parentes são convidados a participar ativamente dos programas propostos, além de contarem com um amplo horário de visitação, onde até mesmo os pets são bem-vindos. Tudo para proporcionar a melhor qualidade de vida para o idoso. “Os nossos hóspedes recebem cuidados diferenciados para a saúde e são sempre estimulados a evoluir fisicamente e mentalmente, desde os mais independentes ou os que têm limitações são igualmente acolhidos”, reforça o médico.

Para os familiares ou responsáveis esse tipo de instituição traz segurança e tranquilidade: “No princípio foi muito difícil me acostumar com a ausência da minha mãe em casa, chorava todas as noites, ligava para o residencial de madrugada para saber como ela estava”, afirma a promotora de eventos Vilma Zanette, que hoje sente-se tranquila com os cuidados dedicados à sua mãe: “Reconheço que a estrutura aqui oferece mais do que o idosos pode ter em casa. A equipe médica, técnicos de enfermagem, enfermeira-chefe e todos os envolvidos passam total segurança. Além disso, e o mais importante: vejo que minha mãe está bem, dentro da condição dela, é claro”, completa Vilma.

Com menos de dois anos de atuação e capacidade para 35 hóspedes, o local já conta com uma taxa de ocupação de 90%. Os 2 mil m² de área  distribuídos em 10 hectares de área verde, além do contato com a natureza, permitem atividades frequentes como caminhadas, pesca, cultivo da horta, piqueniques entre outras. Os idosos hospedados no residencial são assistidos diariamente por médicos, no qual os próprios sócios se revezam em plantão, inclusive nos finais de semana, enfermeira-chefe, técnicos de enfermagem 24h e outros profissionais da saúde, como nutricionista e fisioterapeuta, entre outros

 

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