Empresários e trabalhadores da área de gastronomia organizam manifestação contra fechamento de estabelecimentos

Marcado para as 8h30, em frente à Prefeitura de Criciúma a ideia é de reunir em torno de 100 pessoas

Empresários e trabalhadores dos setores de restaurantes, bares e similares de Criciúma e região, organizam um encontro pacífico, para a manhã desta terça-feira, 9, contra o lockdown e as medidas restritivas do Decreto Estadual Nº 1.172, que suspende o funcionamento dos serviços não essenciais aos finais de semana.

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O encontro está marcado para as 8h30, em frente à Prefeitura de Criciúma e a ideia é de reunir em torno de 100 pessoas, empresários e trabalhadores do comércio, também estão sendo chamados.

“Estamos cientes do agravamento da situação sanitária, mas acreditamos que um novo lockdown e este decreto, não seriam a solução para conter o avanço da Covid- 19. Observamos aos finais de semana, supermercados lotados e os restaurantes fechados, sendo que temos distanciamento de mesas e cumprimos todos os protocolos necessários, com número reduzido, o uso de luva, máscara e álcool em gel. Porque somente nós sofremos com essa parte do decreto”, questiona um dos organizadores do ato, Anderson Moreira Silveira. “Estamos cumprindo com as leis e queremos trabalhar. Os estabelecimentos que não estão cumprindo devem ser fiscalizados e se necessário fechados e monitorados”, diz ele.

Silveira ainda comenta que considera seu segmento essencial. “Temos funcionários que precisam do emprego para sobreviver. Eles são essenciais, possuem família. Muitas famílias dependem de nós. Se acontecer o fechamento por mais uns dez dias terei que demitir e reduzir salários. O prejuízo será enorme”, lamenta.

Via Gastronômica de Criciúma atua em outras frentes

Segundo o presidente da Via Gastronômica de Criciúma, Joster Favero, a instituição não estará presente nesta mobilização, mas membros da Via Gastronômica devem participar. “Vamos aguardar a reunião de amanhã entre os municípios com o governador Carlos Moisés”, disse ele.  Joster explica que a frente de atuação da Via Gastronômica é institucional e entende que este não é o momento de ir para a rua fazer mobilização. “Isso não mudará a decisão que vem do estado”, analisa.

Ele ainda destaca que a opinião da Via Gastronômica de responsabilidade social é de buscar todas as ajudas e mecanismos financeiros para os estabelecimentos.  “Elaboramos um documento que foi protocolado junto ao gabinete do Governador do Estado, com algumas solicitações, como linhas de crédito especificas para o setor, adiamento da cobrança dos impostos, adiamento do Promane do ano passado entre outras solicitações”, finaliza.

 

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