“É preciso enxergar a criança além do transtorno”, diz coordenadora da Educação Especial sobre o autismo

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A segunda-feira foi marcada por ações em todo o mundo para lembrar a data de conscientização sobre o autismo. Em Içara, a Rede Municipal de Ensino atende aproximadamente 40 crianças que possuem o transtorno comportamental.  De acordo com a coordenadora da Educação Especial Marlene Casagrande, todos os estudantes frequentam o ensino regular. O trabalho realizado pela equipe, segundo ela, vai além dos diagnósticos.

“Muito mais do que diagnosticar é preciso conhecer o autista. Essa tem sido a nossa missão. A Secretaria de Educação tem uma preocupação que vai além do autismo, que é enxergar a criança além do transtorno. Por isso, potencializamos a capacidade de cada um, para possibilitar que tenham êxito em diversas ações”, destaca Marlene.

A dona de casa Elvira Ferreira Zaccaron, recebeu o diagnóstico de autismo leve do filho Pedro Dávila Zaccaron, aos dois anos. Hoje o menino tem seis anos e frequenta o primeiro ano na Escola Municipal de Ensino Fundamental Paulo Rizzieri, na comunidade de Boa Vista. Duas vezes por semana ele também participa da Associação de Amigos do Autista de Criciúma (Ama), além de fazer terapia ocupacional e acompanhamento com fonoaudióloga.

“Receber o diagnóstico é um momento difícil, porém de muita luta e aprendizado. O diagnóstico inicial é decisivo, pois quanto mais cedo o tratamento e as terapias são iniciados, mais rápido os resultados virão”, conta a mãe.  O menino também conta também com uma auxiliar pedagógica em sala de aula.

“Não podemos pensar o autismo sem considerarmos a individualidade de cada criança, pois cada uma é única, independente da condição física ou psíquica que apresente. Sendo assim, respeitar e atender as necessidades individuais são essenciais no processo de ensino aprendizagem”, completa a secretária de Educação, Ciência e Tecnologia Gerusa Bolsoni.

Nesta segunda-feira, várias escolas municipais realizaram atividades de conscientização sobre o assunto

Ações de apoio

O município possui desde dezembro de 2016, um Núcleo de Produção de Materiais Adaptados, que prepara os materiais de acordo com a necessidade de cada aluno. Segundo a coordenadora do local, a pedagoga Maria Izabel Luiz, os materiais são elaborados a partir dos laudos médicos enviados às escolas, ou de acordo com a necessidade do estudante.

“Livros com pictogramas ou figuras de comunicação (PECs) são confeccionados e oferecidos aos alunos com deficiência intelectual, física e autistas”, explicou.  No núcleo também há a sala de estudos/recreação, frequentada pelos alunos no contraturno escolar.

O munícipio também conta, desde dezembro de 2017, com uma Lei Municipal que dá prioridades para pessoas com autismo e seus familiares. O decreto prevê a inserção de placas com o símbolo mundial de conscientização, por exemplo, em supermercados, farmácias, bancos, bares, restaurantes, correios, casas lotéricas e lojas.

“No autismo, a deficiência não é perceptível, e, por este motivo, muitas famílias enfrentam dificuldades nos atendimentos, por isso pensamos nesta lei sobre o atendimento prioritário. São pessoas com deficiência e devem ter seus direitos reconhecidos”, destaca o autor do projeto, o vereador Geraldo Baldissera.

Outra ação de destaque é da vereadora Edna Benedet, que encaminhou na última semana um projeto de lei que institui a criação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, que em breve deverá ser efetivado no município.

 

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