Deputados da Alesc criticam lockdown e politização do combate à pandemia

A situação financeira de segmentos econômicos em Santa Catarina e as críticas à politização do combate à pandemia da Covid-19 foram os principais assuntos da sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira, 4. Além disso, parlamentares discutiram a possibilidade de decretação de lockdown no Estado – e as consequências dessa medida – e a necessidade de dar celeridade à vacinação da população.

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O deputado Ricardo Alba (PSL) alertou para as dificuldades enfrentadas pelo setor de eventos no Estado, uma vez que esse tipo de atividade está proibido desde o início da pandemia. “Congressos, feiras, shows, espetáculos em geral, salões de baile, empresas de sonorização estão prejudicados há quase um ano, sem poder trabalhar”, afirmou o deputado. De acordo com o parlamentar, o setor de eventos movimenta mais de R$ 200 bilhões no Brasil.

Alba defendeu a criação de uma linha de crédito da Agência de Fomento de Santa Catarina (Badesc) para socorrer o segmento. “O mínimo que pode fazer é o Badesc abrir linha de crédito, com juro zero e longo prazo de pagamento para segmento de eventos. A linha é para que as empresas permaneçam vivas e elas precisam de crédito para isso. ”

A iniciativa foi apoiada em pelo deputado Jessé Lopes (PSL). “Se o Estado quer que a pessoa deixe de produzir, tem que subsidiar. Se não tem dinheiro, não pode fazer lockdown. ”

Politização

O deputado Fernando Krelling (MDB) bateu forte no que classificou de “politização” do debate em torno da pandemia de Covid-19. “Já ‘deu pra bola’ de ficar com briga ideológica no combate à Covid. Estamos numa crise mundial. Vamos parar de brigar. Não dá para nossos líderes ficarem nessa guerrinha desde o ano passado. Se um disser uma coisa, o outro faz o contrário”, protestou o parlamentar.

Krelling lembrou que a Assembleia Legislativa devolveu R$ 20 milhões ao governo do Estado para ajudar na luta contra a doença, mas cobrou que o destino dessa verba seja a imunização da população. “Tem que usar para comprar vacina. Só temos esperança com vacina. ”

Críticas ao governo

O deputado Sargento Lima (PSL) criticou a possibilidade de lockdown no Estado e lamentou porque, na visão dele, em 2020 o assunto não foi abordado da maneira adequada. “Houve medo da reação das pessoas, que preferem o obscurantismo, o xamanismo, o achismo, em vez da ciência.”

Sargento Lima criticou o governador Carlos Moisés por medidas adotadas desde o ano passado que, na visão do parlamentar, não surtem efeito no combate à pandemia. “Se tivesse aberto três leitos em cada hospital, hoje teríamos 60 leitos. ”

Na avaliação do deputado, as medidas de fechamento da economia são ineficientes. Sargento Lima ressaltou que os setores produtivos são contrários ao lockdown e até externaram sua posição num documento assinado por 80 entidades e entregue ao governo.

“Nesse fim de semana, alguns vão fechar as portas e deixar de trabalhar. Outros já vão à falência e alguns vão trabalhar clandestino. Enquanto isso, o Executivo defende a tese de ‘esperar e monitorar’. Essa desculpa vai ser usada até quando? 2022?”, questionou.

 

 

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