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Defesa de Júlio Garcia comenta sobre a denúncia apresentada pelo MPF

Ontem, 14, o MPF de Santa Catarina denunciou à Justiça Federal seis pessoas por lavagem de dinheiro na Operação Alcatraz. Uma delas é o atual presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Julio Garcia (PSD). Além do deputado, entre os denunciados estão familiares dele e um empresário.

Em nota enviada nesta tarde, 15, Cesar Abreu, advogado de Julio Garcia, comenta sobre a denúncia apresentada contra o deputado. Segundo ele, o documento está baseado em suposições e mostra- se surpreso, por ter sido apresentado às vésperas da votação na Alesc do Relatório do processo de impeachment do governador Carlos Moisés e da vice, Daniela Reinehr.

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Acompanhe o comentário:

A denúncia apresentada pelo MPF na noite de ontem é especulativa, baseada em suposições. Embora as investigações tenham iniciado em 25.01.2017, mostra-se curioso tenha essa denúncia sido oferecida às vésperas de votação na Assembleia Legislativa do Relatório do processo de impeachment e disponibilizada à imprensa antes mesmo do conhecimento dos advogados, em verdadeiro atentado à Lei de Abuso de Autoridade, a implicar no necessário esclarecimento do vazamento da informação.

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Surpreende, a despeito de possível, também, uma denúncia exclusiva tratando de lavagem de dinheiro, quando indispensável a existência de crime anterior, que faça presente o dinheiro ilícito, que é objeto desse crime.

Causa estranheza, ainda, que, para essa denúncia compareça a SubProcuradoraGeral da República, não o fazendo em relação às outras tantas denúncias oferecidas na Operação Alcatraz, sem que se justifique o motivo desse “privilégio”.

Não gostaria, evidentemente, de fazer qualquer juízo de valor a esse respeito, mas seria importante uma explicação pública, considerado o isolamento dessa denúncia, quando ainda se discute no inquérito policial a própria competência da justiça federal para o caso.

Aliás, uma denúncia pautada na afirmação da existência de outros crimes, entretanto, sem demonstração ou comprovação material de participação direta ou indireta de Júlio Garcia.

O que temos e iremos provar é a presença de uma denúncia fantasiosa, não mais do que uma peça de ficção, como ainda, por absoluta convicção pessoal, a inocência do ilustre Deputado”, finaliza o advogado.

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