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Criciúma Vacina: mais de cem doses aplicadas em mutirão

Mobilização foi realizada nesta quinta-feira , dia 30, no CEI Lapagesse

“Cuidar da saúde deles, é o que sempre penso”, reforçou Clauber Evilásio, policial militar, ao levar sua filha de pouco mais de dois anos para se imunizar contra a gripe. Ele, e outros pais, aproveitaram o mutirão de vacinação realizado no Centro de Educação Infantil (CEI) Professor Lapagesse nesta quinta-feira , dia 30 e, com carteirinha de vacinação em mãos, atualizaram as vacinas no início e no fim do dia.

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“Uma ação muito importante, para facilitar o acesso dos pais e, ainda, conscientizar sobre a importância da vacinação”, destacou a prefeita interina Roseli De Lucca Pizzolo.

Ao longo do dia, mais de cem doses foram aplicadas nas crianças

Ao longo do dia, mais de cem doses foram aplicadas nas crianças, pelas equipes da Secretaria Municipal de Saúde. “Foram disponibilizadas no mutirão todas as vacinas de rotina, que são as que fazem parte do calendário vacinal preconizado pelo Ministério da Saúde, além da vacina contra a Influenza, que é um imunizante de campanha”, afirmou o Gerente de Vigilância em Saúde do Município, Samuel Bucco. Durante o mutirão foram aplicadas 77 vacinas de campanha e 28 de rotina.

Vacina contra tuberculose, BCG registra baixa cobertura no Brasil

Apesar de ser obrigatória para recém-nascidos, a vacina BCG – que protege contra as formas graves da tuberculose – tem registrado baixos índices de cobertura. Segundo o Datasus, do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal do imunizante caiu de 105%, em 2015, para 68,6% em 2021. A BCG faz parte do Programa Nacional de Imunização (PNI) e é indicada para ser aplicada logo após o nascimento da criança.

Segundo a integrante do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Tania Petraglia, a vacina protege, principalmente, contra a tuberculose miliar, que ocorre quando o bacilo entra na corrente sanguínea e chega a todos os órgãos, com risco de meningite. A BCG também protege contra outras formas graves de tuberculose, como a pulmonar.

Tania lamentou a baixa cobertura no país e fez um apelo à população. “Faço uma chamada para a vacinação de todas as faixas etárias de 0 a 100 anos e um pouquinho. As vacinas são uma forma de proteção coletiva”.

Na avaliação da especialista, há uma falha em garantir essa vacinação na atenção primária. “Falta uma intervenção do ponto de vista municipal mais efetiva”, afirmou.

BCG registra baixa cobertura no Brasil – Foto: Prefeitura de Jundiaí

Intradérmica

A vacinação com a BCG é recomendada desde o nascimento para crianças que tenham peso igual ou superior a 2 quilos. De dose única, a BCG deve ser aplicada até o primeiro mês de vida do bebê, porque a incidência das formas mais graves da tuberculose costuma ocorrer enquanto a criança ainda é bem nova. Não há impedimento, porém, para que indivíduos de qualquer idade se vacinem, embora o grau de proteção seja menor.

Segundo Tania, a BCG é uma vacina intradérmica e, por isso, deixa uma marca no braço da criança. As demais vacinas são intramusculares ou intracutâneas, de mais fácil aplicação.

Tania Petraglia informou que até bem pouco tempo, quando a vacina não ocasionava marca no braço, era recomendada a revacinação. “Agora, não é preciso repetir”. Basta apresentação do documento que comprove a imunização.

Com informação: Agência Brasil

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