Coronavírus: “É uma situação assustadora”, diz criciumense que reside na região de Lombardia na Itália

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Morando há 15 anos na Itália, Tila Sartor Rosa, 53 anos, diz que um clima de “medo e insegurança”, se instaurou no país por conta do coronavírus e da quarentena que restringe a circulação em toda a nação. “Realmente é uma situação muito assustadora”, relata.

Natural do bairro Santa Luzia, em Criciúma, Tila conta que nunca havia presenciado situação semelhante. “A partir de amanhã (quinta-feira) tudo fechado. Aberto somente supermercados e farmácias. Não podemos sair de casa”, conta.

Residindo na região da Lombardi, polo financeiro e industrial, é o epicentro da epidemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) em território italiano e contabiliza 5.791 dos 10.149 casos registrados no país, segundo o balanço divulgado ontem, 10 pela Defesa Civil.   “Desde o último domingo, escolas, creches, universidades, restaurantes estão fechados. A população invadiu os supermercados, as prateleiras estão vazias, mas existe um aviso do governo onde garante de que comida não irá faltar”, informa Tila.

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Ainda segundo ela, as Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) dos hospitais estão lotadas e existe a possibilidade de transformar um centro de eventos na cidade de Milano em um hospital de apoio, tudo isto para atender os casos de coronavírus.

“Após a vigência da quarentena, não se vê ninguém pelas ruas, está um deserto. Um cenário bem assustador e deprimente. Está bem difícil”, relata.

Por meio dos veículos de comunicação, as autoridades solicitam que as pessoas não saiam de casa. “E caso todos colaborarem, informam que a situação deve permanecer por até três meses. Os cuidados com a higiene também são bem solicitados como o lavar as mãos com álcool, estar distante pelo menos um metro das pessoas. Mas dá para perceber que todos estão apavorados”, finaliza.

Foto: Hora de pico em uma das avenidas mais importantes de Brescia e o local está vazio

 

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Coronavirus, Itália, Lombardia