Construção de uma rua sem saída pode ser a alternativa para obra embargada pela justiça, na Fiuza da Rocha

O empreendimento na Rua Engenheiro Fiuza da Rocha, embargado desde o ano passado, tem dado o que falar. Os moradores continuam a mobilização contra a obra de uma construtora de Criciúma que teve seu início paralisado pela justiça. Acontece que agora, para viabilizar o projeto a Prefeitura de Criciúma estaria disposta a abrir uma rua, sem saída, com investimento de R$ 150 mil.

Os moradores não aceitam e se reuniram semana passada com a secretária de Infraestrutura e Mobilidade Urbana de Criciúma, Kátia Smielevski, apresentaram um abaixo-assinado com mais de 600 assinaturas e pediram, para esta semana, uma reunião com o Prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. Também presente na reunião, o vereador, Zairo José Casagrande.

No local, os profissionais da Secretaria de Obras, da Prefeitura de Criciúma, já estão fazendo as medições para análise técnica, mas a comunidade, principalmente da Rua Timóteo Batista, na área central da cidade, resiste e se diz contrária, por se tratar de interesse privado pelo fato de ser uma rua de 120 metros, sem saída e para um empreendimento particular.

Empreendimento embargado

“O acesso não tem fim público, mas sim privado. Irá beneficiar unicamente a construtora que está tentando viabilizar um empreendimento naquela área”, disse o morador Rodolfo Gaidzinski. Além disso, a preocupação deve-se ao impacto ambiental, administrativa e de segurança pública. “Pelo projeto será feita a pavimentação de 120 metros, inclusive com contenção de barreiras, local sem saída, onde poderá servir de abrigo para marginais”, destaca o morador, André Milanezi.  “Se este valor fosse investido em educação, segurança e saúde, sem dúvida não irão encontrar qualquer tipo de barreira da comunidade quanto a isso. Além disso, no processo o juiz deixou claro que é a prefeitura quem libera a abertura ou não da rua”, destacou a moradora, Patrícia Figueiredo Corrêa.

Entenda

A situação teve início, desde que um empreendimento residencial de 11 pavimentos da construtora, começou a ser erguido entre as ruas Barão do Rio Branco e a Engenheiro Fiúza da Rocha. A obra foi embargada pelo Ministério Público, após entender a preocupação dos moradores com o impacto ambiental. Já a rua, que a prefeitura já estuda para ser aberta é vizinha ao empreendimento.

Moradores reunidos com a secretária Kátia Smielevski na última semana

Contraponto

A secretária Kátia Smielevski, confirmou que o município concedeu a licença para a construção baseada no índice de zoneamento da Rua Timóteo Batista. A justiça, em decisão quando embargou a obra, entende que somente é possível fazer 11 pavimentos. “Estamos fazendo o que o juiz solicitou. Analisando se é viável o licenciamento para a abertura e pedimos uma perícia. Mas não está sendo desmatado. De posse dessa perícia é que ele vai fazer um julgamento. Eu não sei se a rua será aberta”, finaliza a secretária.

 

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