Com o dólar em alta e mercado externo aquecido, crise abre espaço para internacionalização

Empresas têm possibilidade de diversificar carteira e aumentar o faturamento

No aspecto econômico, nem todos os impactos gerados pela crise do coronavírus foram negativos. Em busca de alternativas para manter as portas abertas, muitas empresas encontraram um caminho promissor: a internacionalização. Com o dólar em alta e o mercado externo aquecido, as companhias têm a possibilidade de diversificar a carteira de clientes e aumentar o faturamento.

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“Dentro da pandemia também surgem oportunidades, como no agronegócio. É um setor que só apresenta crescimento e é praticamente quem mantém a nossa balança comercial positiva. Em 2020 tivemos recorde de colheita de grãos e isso potencializou as exportações de soja, que é o nosso carro-chefe”, exemplifica o professor Julio Cesar Zilli, coordenador do Núcleo Operacional Criciúma do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex/Unesc).

Segundo ele, o Brasil ainda está em um processo de desenvolvimento da exportação. “De tudo que se exporta no mercado mundial, a fatia brasileira representa 1,2%. O país tem muita capacidade para crescer”, analisa, explicando que a cotação do dólar é um aspecto importante a considerar na hora de decidir pelo investimento no mercado externo.

De acordo com Zilli, a internacionalização promove a melhoria de processos e serviços, o que pode representar ganhos também no mercado interno. “Uma empresa que exporta vai se preparar para isso, melhorar seu produto. Essa mudança no gerenciamento de produção, de produto e comercial vai impactar também na venda de produtos no mercado interno. Isso possibilita que ela incrementa as suas vendas nas duas frentes”, salienta.

“Se uma empresa exporta, significa que tem uma capacidade produtora melhor, um produto diferenciado, capacidade de inovação, e isso desenvolve também a nossa região, com a geração de emprego e renda”, acrescenta.

Qualificação para exportar

Mas o ingresso no comércio exterior precisa ser feito de forma planejada e segura, mantendo a qualidade exigida dos produtos e a competitividade, bem como aproveitando os incentivos fiscais que são oferecidos.

No processo de entrada e sobrevivência no mercado externo, os empresários da região podem contar com ferramentas como o Peiex/Unesc, que orienta sobre a prospecção de mercado; logística e formação de preço; operações de comércio exterior; operações financeiras; e promoção comercial.

O programa é uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para auxiliar as companhias do país com potencial exportador. O núcleo de Criciúma tem o apoio da Associação Empresarial de Criciúma (Acic).

“A Acic defende o apoio aos empresários em diversas frentes e reconhece a extrema relevância da qualificação para o sucesso das organizações. Por isso, mantém a parceria com o Peiex, um instrumento importante no desenvolvimento socioeconômico da nossa região”, avalia o presidente da entidade, Moacir Dagostin.

Potencial exportador a ser explorado

Atuando desde o ano passado, o Núcleo Operacional do Peiex Criciúma já identificou no Sul do Estado produtos de 17 áreas para oferta ao mercado exterior e a estimativa é de que o volume seja ainda maior.

“Conhecer e reconhecer o potencial da região é o primeiro passo para ampliar a participação de nossas empresas no mercado internacional. E o papel da Acic é estimular os empresários a buscarem alternativas para manter seus negócios e promover um crescimento sustentado. Exportar colabora para isso, pois no comércio exterior os contratos geralmente são de longo prazo, o que garante faturamento por mais tempo”, ressalta Dagostin.

Para que serve o Certificado de Origem?

No comércio internacional, é comum que os países firmem acordos comerciais, estimulando as negociações entre vendedores e compradores. Isso também se aplica ao Brasil, que tem parceiros importantes, sobretudo, no Mercosul.

O Certificado de Origem atesta sobre a procedência do produto a ser exportado. Não é um documento obrigatório, mas seu uso garante benefícios fiscais na venda para países com os quais o Brasil mantém acordos comerciais, tornando o produto mais competitivo.

O documento pode ser obtido na Acic, conforme parcerias com a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

A comunidade em geral pode usufruir do serviço, mas associados da entidade contam com condições especiais. Mais informações estão disponíveis pelo telefone (48) 3461 – 0904, no WhatsApp (48) 99917 – 5547 e no site www.acicri.com.br.

Colaboração: Deize Felisberto | Acic

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