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CÉLIO BOLAN: Este cara existe mesmo? O melhor prefeito do Brasil

A política apronta cada maravilha que não parece ser verdade, muitos políticos aprontam das suas que são verdades. Colatina, município com 122.000 habitantes do Estado do Espírito Santo, onde surgiu o primeiro deputado federal cego do País, Felipe Rigoni e Linhares e membro da Escola de formação política Renovabr e do movimento acredito. Atualmente, acreditar em políticos tornou-se um ato difícil, após tantos escândalos e absurdos que vêm ocorrendo ao longo dos últimos anos no país. No entanto, na contramão deste cenário, um prefeito vem se destacando por suas atitudes que viralizaram nas redes sociais.

Sergio Meneguelli, bacharel em direito, já possui mais de 1 milhão de seguidores em sua página no Facebook, tem conquistado o respeito e carinho de boa parte dos brasileiros. Colatina, tem como maior produto agrícola seu café conilon. Destaca-se pela fruticultura e hortigranjeira. O comércio é muito forte no polo de confecção de roupas com mais de 600 micro e pequenas empresas. Tem o seu centro universitário do Espírito Santo (o Unesc), com 4000 alunos e curso importante como medicina. Coincidências a parte nada comparável com a nossa poderosa UNESC.

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Como Colatina está incluída na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o que representa vantagens aos empreendedores que instalam ou já administram no município suas empresas. Tem facilidade de escoamento da produção devido a ligação com as principais vias federais, rodoviárias, ferroviária e portuária. Possui um aeroporto para voos regionais.

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Meneguelli usou a legenda do MDB, após 20 anos sem ter um prefeito, mas não se adaptou, aparece com a mão na massa e faz questão de divulgar sua satisfação de fazer trabalhos aos finais de semana, como pinturas de casas, plantação de arvores, instalação de enfeites e outras ações. Desde que assumiu o cargo, tem se destacado de outros prefeitos brasileiros por seu modo humilde de gerenciar a cidade. Durante a semana, ele pedala de bicicleta até a Prefeitura. Diz que prefeito não é profissão. Se você é professor, medico, jornalista, isso será eterno. Prefeito, vereador, presidente é passageiro é tem por obrigação de servir. Sou isso mesmo que estão vendo, uso tênis All Star, ando de bicicleta e sempre tive redes sociais com muita interação. Quando atingi o território nacional me surpreendi e agradeço o carinho.

Não tem partido político, precisei de uma legenda para poder concorrer às eleições, mas acha que poderíamos ter a candidatura avulsa sem a necessidade de um partido. Sobre estes figurões, os eleitores estão se conscientizando e serão julgados nas urnas a cada novo pleito. Sempre enfatiza: temos de respeitar o dinheiro público e se considera um empregado do povo. Eu não mudei meu DNA. Não posso desperdiçar o que é meu e, muito menos o que é do cidadão. Diz que tem salário, que é o servidor Nº 1 e para ter o respeito deles eu tenho que me comportar desta forma. Encontrou uma cidade endividada, enfrentou a febre amarela que começou na cidade. O servidor que após 8 anos recebeu 5% de aumento salarial, insalubridade aos garis, encontrei a prefeitura sucateada, acabamos com a corrupção de alugar, hoje temos mais de 70 veículos – novinho comprado com recursos próprios e caminhando para chegar a 16º cidade do Brasil com 100% de esgoto tratado. Conseguiu trazer pequenas e grandes empresas no trilho do desenvolvimento.

Esteve em Boston, nos Estados Unidos para encontros empresariais com brasileiros para aplicar em Colatina. Tudo isso depois de receber o prêmio na Universidade de Harvard pela sua ótima gestão diferenciada. Não usou diárias do município, financiando sua passagem e estadia. Discursou sem cerimonias com a sua usual calça jeans, tênis All star e camisa comum com os dizeres amo Colatina.

Enfrentou o lamaçal de represa de Mariana, despejado sobre sua cidade, a pandemia, com os funcionários recebendo em dia e vai deixar dinheiro em caixa para a próxima gestão. É contra a reeleição, mesmo nas pesquisas indicando três vezes o percentual do segundo colocado porque reafirma que estaria descumprindo o seu objetivo quando eleito, já que pediu apoio por quatro anos. Cortou os lanchinhos das reuniões da prefeitura. Uma economia de R$ 500 mil por ano. Decidiu usar o dinheiro que ia para o carnaval do primeiro ano em saúde e educação. Hoje faz carnaval para o povo sem escolas de samba.

Não precisamos ir a Maringá Joinville, etc, vamos a Colatina conhecer sua economia criativa com resultados de 62,3% de arborização e 40,9% de urbanização de vias públicas, quatro escolas comunitárias rurais, Centro Universitário e IDH de 0,746, polo referência na saúde com sete hospitais desde atenção básica até exames de alta complexidade, sendo o 297º município de maior PIB do país e um prefeito considerado diferente e gestão absurda de números favoráveis.

Falando em político que faz diferente e que faz a diferença, indico para vocês conhecerem um vereador chamado Gabriel Azevedo de Belo Horizonte, estamos junto na campanha dele, o único vereador do Brasil a ser entrevistado pelo programa Manhattan Connection por quase 20 minutos.

Vale a pena parar, procurar, ouvir e assistir. Eleitor, não venda sua consciência, vote em ideias que se transformam em propostas e projetos. Seja diferente, mas com qualidade.

 

                                                                        Célio Bolan – Estratégias além do óbvio

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