Caixa tira saque de até R$ 500 da conta do FGTS mesmo de quem não quer sacar; entenda

O trabalhador que não quiser o saque imediato de até R$ 500 por conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) precisa comunicar a Caixa Econômica Federal e solicitar a devolução do dinheiro ao fundo.

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O banco já está fazendo o débito automaticamente e manterá o dinheiro fora das contas do FGTS até 30 de abril do ano que vem, a menos que o trabalhador peça o dinheiro de volta — procedimento chamado de desfazimento. Feita a solicitação para a devolução, no entanto, o banco definiu um prazo de até 60 dias para fazer o crédito no fundo de garantia.

Tire suas dúvidas sobre o procedimento:

  • Enquanto estiver fora do fundo, o dinheiro perde a correção do período.
  • Quem fizer o desfazimento ficará sem acesso ao dinheiro que estava disponível para saque imediato ao longo desses dois meses. Ou seja, não poderá usá-lo no período caso consiga financiamento imobiliário, decida realizar amortização de saldo devedor em contrato imobiliário ou seja demitido.
  • O saque ainda será permitido, mas separadamente, pois os valores ainda não estarão no bolo do FGTS.
  • Quem não pedir devolução do recurso para a conta do FGTS só terá o dinheiro enviado de volta a partir de 1º de maio do ano que vem.
  • Do mesmo modo, o trabalhador que ainda não decidiu se quer ou não fazer a retirada poderá fazê-lo até 30 de março de 2020.

Desfazimento

A medida provisória 889, que regulamenta o programa saque imediato do FGTS, prevê o saque compulsório do fundo e o crédito no banco para quem tem poupança na Caixa. Não prevê procedimento similar para não correntistas do banco.

Técnico que acompanhou o programa de saques de contas inativas do FGTS no governo Michel Temer (MDB), e concordou em falar com a condição de não ter o nome revelado, disse que o saque compulsório não é uma opção correta e considerou inadequado o envio dos recursos para uma espécie de limbo, ainda que seja uma conta provisória da própria Caixa.

 

 

Fonte: Rádio Gaúcha 

#Economia, #governo bolsonaro, fgts, Fundo de Garantia