Cabeça é utilizada como suporte para escultura

A exposição artística “Cultura na Cabeça” fica aberta até o dia 21 de setembro, na Sala Edi Balod da Unesc. A proposta, realizada pelos acadêmicos do curso de Artes Visuais (Bacharelado e Licenciatura) da universidade, foi idealizada e desenvolvida nas disciplinas de Escultura e Pesquisa e Ateliê de Escultura e coordenada pela professora Odete Calderan, durante os anos de 2016 e 2017.

O mote para o processo criativo e reflexivo se constrói centrado nos sentidos, valendo-se de gestos mínimos na composição da ‘escultura-corpo’ contemplando as mais variadas interferências a partir do uso de objetos do cotidiano, com o objetivo de desestabilizar a percepção do observador.

Assim, 48 estudantes de Artes Visuais têm obras artísticas expostas no local. “Os acadêmicos elaboram suas produções como dispositivos que vão além do ato de esculpir, grafar, pintar e registrar ampliado pelas poéticas pessoais, e muito frequentemente, transforma-se em exercício sensível de experimentação criativa”, explica Odete.

De acordo com a coordenadora do curso de Artes Visuais, Aurélia Honorato, a temática faz com que os acadêmicos utilizem a sua cabeça como suporte da escultura. “A ideia foi de que o aluno pense a sua cabeça e monte, a partir das suas vivências, a obra de arte em si e então fotografe isso para a exposição”, explica.

Com a obra “My body, my rules”, a acadêmica Maiara Orben produziu sua obra em 2017 e buscou apresentar a sua vivência familiar na sua montagem e transmitiu liberdade para o seu papel. “Minha família é recada e conservadora, então eu tive o objetivo de mostrar que eu sou mulher e livre”, explica. Além disso, Maiara trouxe em sua obra, o artesanato. “Eu incluí no meu trabalho o crochê, que eu faço e também é uma linguagem da arte”, complementa.

Já o acadêmico e estagiário da Sala Edi Balod, João Luís Ribeiro, que produziu a sua obra “B-Gud” em 2016, explica que na época abordou algo que representasse o momento em que estava vivendo. “Eu trouxe uma brincadeira de amigos, pois eu era conhecido como ‘Jhony B-Gud’, um cara que curtia e fazia rap”. O artista explica que hoje a abordagem seria diferente. “Eu faria algo relacionado com os protestos e tudo o que está acontecendo no país”.

 

 

 

 

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