Audiência pública sobre a preservação e conservação dos prédios públicos será protocolada pelo legislativo

Os vereadores que fazem parte da Comissão de Obras do Legislativo de Criciúma estiveram na quinta-feira, 14 vistoriando a estrutura do Centro Cultural Jorge Zanatta, que pegou fogo no último final de semana. As chamas tomaram conta de um dos pavilhões. No espaço eram realizadas aulas de teatro. Agora o prédio aguarda por uma restauração.

Na próxima segunda-feira, 18 será protocolado, no Legislativo, um requerimento para solicitar audiência pública sobre a preservação e conservação dos prédios públicos. Estiveram ainda os vereadores Ademir Honorato (PMDB), Miri Dagostim (PP), e Dailto Feuser (PSDB).

Segundo o engenheiro civil e superintendente substituto do patrimônio da União em Santa Catarina, José Bauer, o processo para a reconstrução dos telhados está em fase de licitação. A previsão é abrir, no dia 20 deste mês, para as propostas. “Se tiver a empresa vencedora, tudo dentro das condições legais, iniciaríamos a obra com prazo de sete meses. Nós conseguimos um recurso de R$ 500 mil para poder, dentro dessa verba, fazermos a parte do telhado, e o restante da obra ficaria a cargo do Município”, disse.

Ainda segundo o engenheiro a destruição causada pelo fogo afetou em torno de 30% do local, mas não interfere diretamente no que já está planejado, já que não foi o prédio principal. O orçamento para a reforma completa está no valor de R$ 1,4 milhão.

A secretária de infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana do Município, kátia Smielevski, informou que a prefeitura está buscando recursos para finalizar a obra, após a cobertura ser reconstruída. Ela disse também que o local está sendo preparado para o início das obras. “Começamos ontem (quarta-feira) a remoção do forro, pois este item (forro) não está no processo licitatório em andamento”, completou.

A Comissão de Obras verificou in loco a situação e dialogou com os técnicos sobre os recursos e possíveis empecilhos no andamento do processo. “Por se tratar de um patrimônio histórico, de um bem tombado, existe, no edital, algumas especificações que exigem que essas empresas tenham, na sua característica, como empresas de reformas de ambientes históricos. Então, isso minimiza as chances, as oportunidades de as empresas participarem”, ressaltou o vereador Daniel Freitas, presidente da Comissão.

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