“As pessoas devem voltar ao trabalho”, avalia economista

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O avanço do novo coronavírus tem atingido em cheio a economia global. Com parte da população isolada em casa, o comércio baixou as portas para ajudar a conter a propagação do vírus, e fábricas tiveram de interromper ou reduzir a produção. Na ponta, o resultado dessa combinação perversa são as demissões anunciadas pelas empresas, o que pode piorar o quadro do emprego no país.

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Para o presidente da Ordem dos Economistas de Santa Catarina (OESC), Richard Guinzani, está surgindo um problema secundário, pior do que o próprio coronavírus, trata-se da desaceleração da economia, o processo de recessão e desemprego. E segundo ele, as pessoas precisam voltar a rotina, ao trabalho, caso contrário a economia entrará em colapso.

“O processo econômico não pode parar. Não podemos entrar em pânico, porque o efeito da recessão pode ser pior do que o próprio coronavírus. Precisamos pensar que a população deva voltar aos poucos a atividade, claro com cuidado e assepsia para que esse vírus não se dissemine ainda mais. Não podemos ter uma sociedade sem renda e precisamos reverter isso. Sabemos que no país, todo ano é acometido por um surto de doença ou vírus, e que agora trata-se de um grande problema de saúde, mas sou favorável que a economia seja aberta para um processo de quarentena apenas para grupos de risco”, diz.

Ação e reação

Conforme Guinzani, na economia existe a ação e reação, e comenta que nesse processo de confinamento e parada, se faz necessário realizar ações proativas para que isso tenda a diminuir. “Na economia trabalhamos com expectativa humana com relação as atividades. Quando se acha que tudo irá ficar ruim, você realiza ações proativas para que isso tenda a diminuir”, destaca.

E exemplifica. “Você diminui o número de compras, reduz o quadro de funcionários, percebe que o número de clientes diminui, e com isso a renda está menor. Passa a analisar que precisa pagar o aluguel que foi estabelecido quando estava em pleno trabalho, o funcionário, enfim precisa tentar retomar as atividades, e quando percebe vê que está bem mais difícil”.

Movimento Reage Santa Catarina

Ontem, 25, o Movimento Reage Santa Catarina formado por Associações Comerciais e Empresarias de todo o estado, enviou um ofício ao governador Carlos Moisés, solicitando medidas urgentes devido a  queda de arrecadação pelo prolongamento do isolamento e quarentena.

No documento o grupo diz se preocupado com a situação e solicita o início imediato do planejamento da retomada da atividade econômica, formando um comitê que inclua lideranças empresarias, com objetivo de que a reabertura gradativa aconteça a partir do dia 30 de março, focando em uma estratégia de quarentena e isolamento para os grupos de risco entre outras deliberações.

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