A cada hora, 503 mulheres são vítimas de violência no Brasil

Para discutir a violência contra a mulher, o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM) de Criciúma realiza neste sábado, 25, na Praça Nereu Ramos, um evento referente ao Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. Palestras, apresentações artísticas e leitura de poesias integram a programação do encontro programado para às 9h.

A cada hora, 503 mulheres são vítimas de violência no Brasil. Segundo dados do Instituto Datafolha, do Grupo Folha, 29% das brasileiras relataram ter sofrido violência física ou verbal em 2016 – equivalente a 16 milhões de mulheres. Das vítimas, 52% informaram não ter feito nada para mudar o panorama.

“Vivemos um período que apresenta grande violência contra a mulher. Precisamos mobilizar a sociedade para que as mulheres saibam que não estão sozinhas, que existem entidades e órgãos dispostos a ajudá-las em casos de violência. Temos que reagir para acabarmos com situações semelhantes”, comenta a presidente do CMDM de Criciúma, Maria Estela Costa da Silva.

O evento é organizado em parceria com a Organização Não Governamental (ONG) Movimento Mulher, ONG Movimento Mulheres Negras, Conselho Municipal de Saúde de Criciúma, União Brasileira de Mulheres (UBM) de Criciúma, Movimento Feminista de Criciúma e Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Região (Siserp).

De acordo com Maria, a iniciativa contará com a presença de palestrantes e representantes da Patrulha Maria da Penha, Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, a Mulher e ao Idoso de Fronteira (DPCAMI) de Criciúma, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Criciúma e da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc).

Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher

Criado em 1999 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher visa expandir e aprofundar o debate sobre a violência contra a mulher.

O dia 25 de novembro foi escolhido em homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, militantes conhecidas como Las Mariposas, que lutavam contra a ditadura de Rafael Leônidas Trujillo Molina, ex-presidente da República Dominicana. As militantes foram assassinadas em 1960.

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